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17 novembro 2018

Hungary Trip I - Jó napot!

Jó napot!

Pelas próximas semanas, postarei alguns desenhos e contarei algumas histórias da minha recente viagem à Hungria. Espero terminar esse pequeno 'projeto', muito embora devo confessar que dificilmente eu consigo manter uma disciplina e chegar até o fim, como foi o caso da viagem de Porto, em julho deste ano. Veremos o que posso fazer. Essa viagem tem um apelo maior, já que tenho um carinho especial por esse país e pela história da minha família, cuja origem é húngara (pelo lado materno).

Como falei anteriormente, neste post, meus avós e bisavós eram húngaros.
Pude, ao longo dos últimos meses, resgatar um pouco sobre a história deles. Na verdade, esse interesse nasceu ainda quando minha vó era viva. Respondendo à minha curiosidade, certo dia (em 2008) ela me trouxe uma caixa repleta de fotografias e documentos da família. Eu fiquei fascinado com tudo aquilo. Fiz muitas perguntas, anotei muitas coisas, pesquisei na internet à época e comecei a digitalizar esse material. Descobri, por exemplo, que apesar da região onde nasceram pertencer à Hungria (mesmo no passado), eles eram mais ligados à cultura Eslovena que à Húngara.

Muitos anos se passaram até que esse interesse veio à tona novamente, impulsionado pela possibilidade de visitar o país e explorar esse passado! Muito entusiasmado, fui com o coração aberto, e a curiosidade transbordando.
Eu tive a ajuda de algumas pessoas queridas, incluindo minha prima Marcia, que visitou a Hungria anteriormente e da minha amiga Cecilia, artista e sketcher húngara que conheci em 2011, no simpósio de urban sketchers de Lisboa.

Então -  apenas para introduzir o assunto da história familiar -  meus bisavós e avós nasceram na região de Vendvidék, no oeste da Hungria, muito próxima à fronteira da Eslovênia e Austria, no condado de Vas.
Vendvidék é o 'país dos Vendek', ou a 'Região Eslovena do Rio Raba'. 'Wend', em alemão significa 'forasteiro', ou 'estrangeiro', e designava o povo de origem eslava vivendo à leste do território germânico. O termo continuou designando, da mesma forma, o povo esloveno que passou a viver na região, trazidos por monges francos de Szentgotthárd, para ocupar e trabalhar a terra.
Os "Vendek" (o povo, palavra húngara no plural) tem sua própria identidade, cultura e língua. Minha vó (até onde sei) falava "Vend", um dialeto que mistura esloveno e húngaro.
Vendvidék compreende a área ao sul de Szentgotthárd, e à oeste de Orség, um parque nacional, repleto de florestas preservadas, região pontuada por inúmeros vilarejos.
A região de Vendvidék, propriamente dita, tem 7 vilarejos. Minha família tem origem em 4 deles: Felsőszölnök, Kétvölgy, Orfalu and Szakonyfalu. Os outros 3 vilarejos são Alsószölnök, Apátistvánfalva and Rábatótfalu. Falarei de cada um deles mais pra frente. Claro que visitei e desenhei em todos (exceto em Rábatótfalu). A cidade de Szentgotthárd também tem estreita ligação com os Vendek (inclusive tenho familiares vivendo lá, como eu iria descobrir ao longo da viagem!).

Essas informações foram estudadas no site Vendvidék.com, um projeto pessoal dos queridos Tibor Horvat e Joël Gerber, que vivem em Szentgotthárd e que tive o prazer de conhecer pessoalmente. Eles estudam o assunto há anos e estão sempre interessados em ajudar.

Abaixo, uma página dupla do meu sketchbook com dois mapas. à esquerda, o mapa da Hungria, onde pontuei as principais cidades, os dois principais rios (Danúbio, ou "Duna" e o Tisza), além do lago Balaton. Também está destacada a pequena região que mencionei acima, cujo ampliação vê-se no mapa da direita. Neste mapa, estão destacadas os principais vilarejos da região e os sobrenomes da minha família, que podemos dividir em 5 'braços': Bajzek, Trajber, Rákár, Mesics e Majczán.

Em breve postarei os primeiros desenhos da viagem.

Espero que você goste de viajar comigo!






For the next weeks, I'll be posting my drawings and telling some stories about my recent trip to Hungary. I hope I'll be able to finish this small project as I usually post just a few of each trip. For example, I have a lot more drawings from the Porto symposium yet to post. Anyways...let's see what I can do.

As I told before, my great-grandparents and grandparents (from my mother side) were born in Hungary.  Over the past few months, and mostly during the trip, I could trace back their roots. Actually, this little research started in 2008, when my grandmother was still alive. Back then, as she realized I was curious about her history, she gave me a box full of pictures and documents. I started scanning all of this material, and taking some notes about things she said.

This curiosity came back again recently, with the possibility to visit Hungary and explore this past! I took this chance with my heart and my mind open. I was helped by some people, including my cousin Marcia and my Hungarian friend Cecilia, artist and sketcher I met in 2011, at the Lisbon Urban Sketchers Symposium.

So, my Hungarian ancestors were born in a region called 'Vendvidék', in the western Hungary, near the Slovenian and Austria border - at the Vas County. 
Vendvidék is the 'country of the Vendek' or the 'Slovenes Raba Region' (Raba is a river). 'Wends' is a German word for "foreign".
The history of these people goes back hundreds of years. They have their own culture, language and identity. My grandmother used to speak 'Vend' (the language), which is a mixture of Slovenian and Hungarian. 
Vendvidék  is geographically connected to the Orség National Park in Hungary, a beautiful and picturesque region covered with forests and splattered with small villages.
There are 7 villages in Vendvidék itself. My family lived in four of them: Felsőszölnök, Kétvölgy, Orfalu and Szakonyfalu. The other three are: Alsószölnök, Apátistvánfalva and Rábatótfalu. Szentgotthárd has also straight connection with this culture. I visit (and sketched) all of them, except Rábatótfalu.

These information were collected at the Vendvidék.com, a website which belongs to Tibor Horvath and Joël Gerber, whom I have the pleasure to meet in person in Szentgotthárd, where they live. They were very thoughtful and willing to help.

Bellow, you'll see a spread of my sketchbook, with two maps I did at home. The first one is the map of Hungary, showing the main cities, the two most important rivers - Danube and Tisza and the lake Balaton. It is also marked the region I mentioned above (on the left). The region is featured on the other map, which shows the villages and the names of my ancestors (there were 5 'branches: Bajzek, Trajber, Rákár, Mesics and Majczán).





















I hope you enjoy taking this trip with me!

(Next, the first sketches of the trip).

23 novembro 2015

Mapa da Fazenda Rio Pardo

 Na sequencia da postagem anterior, realizei também o mapa geral da fazenda, conforme se apresentava no final do século XIX. A fazenda, que era dividida em duas partes (Fazenda do Campo e Fazenda Velha) foi unificada em 1893, com o nome de Fazenda Rio Pardo, o nome de uma companhia carioca que a adquiriu (e por coincidência, o nome de um dos rios que a circundam). Nessa época, a fazenda era também dividida em vários 'retiros', cuja localização foi estudada e contemplada cuidadosamente no mapa.
Este foi também um trabalho bastante desafiador, na linha do mapa do campo de golf. A parte de desenho em si não foi tão dificil, mas o planejamento de cores e a aplicação da aquarela foram particularmente complexos, mais uma vez, devido à dimensão do original (65 x 55cm). 

Muiiiita tinta para o primeiro wash.
A execução dos primeiros 'washes' foi ao mesmo tempo tensa e fascinante. À medida que fui vendo que estava dando tudo certo, fui ficando cada vez mais empolgado, e terminei vibrando! Não foram muitas vezes que isso aconteceu comigo: vibrar ao executar um trabalho!

Base bem inclinada e papel umido para facilitar a execução.
Naquele dia eu deixei o trabalho de lado e retomei nos dias seguintes, adicionando novas camadas e detalhes pouco a pouco.

A aquarela será transformada em um painel para ser colocado no club house, ao lado do mapa do golf.
Fazendo letra por letra...esse óculos já é bifocal, mas mesmo assim tive que tira-lo para poder fazer tais detalhes!



16 novembro 2015

Campo de Golf

Estive envolvido ao longo do ano em dois trabalhos realizados para a Fazenda Rio Pardo, que fica no município de Iaras, no interior de São Paulo. Os trabalhos foram feitos com bastante calma e preparação. São duas aquarelas com cerca de 65 x 55 cm, que serviriam de base para dois murais a serem implantados no club house do golf.
O primeiro que vou apresentar é o mapa do campo de golf da fazenda.
O trabalho foi realizado em várias etapas, começando por um sketch de concepção geral do mapa, levando-se em conta, desde o início, as dimensões e proporção da parede (3,80 x 4,35m).

O principal desafio foi adequar as dimensões do terreno ao formato quase quadrado. O campo é enorme, como se pode imaginar, com os 'greens' super compridos. Posteriormente, tive que deixar o formato mais quadrado pois não podia atingir os 4 metros de altura da parede (deixaria parte do mural inacessível à vista).
Esse sketch foi sendo refinado até que cheguei a um desenho mais limpo, a nanquim.
O próximo passo foi fazer um estudo de cores buscando uma paleta mais neutra, com tons mais suaves.
Em seguida, eu fiz a base do desenho no tamanho final, em um papel vegetal. Na ampliação tive que adicionar bastante detalhes às construções, através de inumeras fotos do local.


 Ao mesmo tempo, fomos estudando como seria o mural, quando aplicado à parede.

E ai veio a parte mais dificil, que foi produzir a aquarela! Muitas e muitas horas de paciência e determinação. A fase do desenho foi especialmente desafiadora, pois o papel era muito grosso, dificultando enxergar a base através da mesa de luz (por isso eu uso o i-pad).
Demorei cerca de 3 dias para pintar tudo, e mais 1 dia para escanear e criar a imagem no computador, a partir de 12 partes. O photomerge do Photoshop me salvou! Mas mesmo com ele, tive que fazer as emendas aos poucos, por trechos.
O trabalho foi então entregue e felizmente o cliente adorou! O original está enquadrado.



A etapa seguinte - a confecção do mural - foi realizada pela artista Nathalie Morhange, que fez um trabalho incrível.
Há cerca um mês fui visitar a fazenda, e tive o prazer de ver o mural pronto! Fiquei super feliz com o resultado desse processo.


Em breve postarei o Mapa Geral da Fazenda Rio Pardo!



07 março 2012

Mapa de hotel

Recentemente fiz uma mapa ilustrativo para um hotel no interior de São Paulo, o Villa Rossa.
Esse tipo de trabalho parece fácil no início, mas sempre surpreende pela dificuldade em fazer o mapa ter boa legibilidade.
Eu poderia chamar esse "mapa" de "implantação" também, embora nesse caso eu tenha usado uma base em jpg (em qualquer escala) e fotos aéreas do local para deixá-lo atualizado.


Original
Com legendas
Na prancheta
Adendo: Já temos 4 alunos matriculados para as turmas de maio!