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28 janeiro 2019

Hungary Trip XIX - A few days in Budapest

Após passar alguns dias no interior da Hungria retornei a Budapest no dia 24 de outubro. A partir deste dia, passei a ficar hospedado em um air-bnb, na Lövölde Ter - uma praça ("Ter" significa Praça), a cerca de 300 metros da estação de metrô Kodály Körönd. Era um ótimo lugar, com fácil acesso de transporte público e bastante comércio nas imediações.
Assim que voltei à Budapeste, meu foco foi me preparar para o workshop que aconteceria no domingo dia 28 de outubro, como postei anteriormente. (veja neste link sobre este workshop). Para tanto, fiquei nas imediações da Ferenciek Ter por muitas horas, durante dois dias, tentando não ser vencido pelo forte frio que fazia. Quando chovia, me abrigava em algum café próximo (e me deliciava comendo Somlói galuska).

Na quinta-feira à tarde fui desenhar a ponte Széchenyi Lánchíd - a famosa ponte das correntes, inaugurada em 1849. Fazia um frio insuportável, o que me obrigou a abandonar o desenho e correr para mais um café.
Fui finalizar este desenho 3 dias depois, em um dia bem mais agradável.

Um dos melhores momentos que vivi em toda a viagem foi assistir a uma apresentação de música e dança tradicionais húngara, não em um local turístico, mas em um clube de bairro. Foi uma fantástica experiência para mim. Além de ter realizado alguns desenhos que me deixaram bastante satisfeito, eu me encantei com a apresentação.

Além disso, pude ver húngaros dançando em duplas ou em grandes rodas. Fiquei especialmente admirado de ver muitos jovens, crianças e adolescentes de 10 anos em diante, dançando juntos! Interessante essa valorização da cultura e das tradições do país por pessoas especialmente desta idade. Eu dancei bastante também. Apesar de meio desajeitado, eu não resisti e me deixei envolver.

No sábado, véspera do workshop, choveu bastante, o que me obrigou a fazer desenhos rápidos e procurar um lugar fechado. Escolhi o Magyar Nemzeti Múzeum, ou Museu Nacional da Hungria.
A visita foi interessante. Aprendi um pouco sobre as origens do povo húngaro, fiz alguns desenhos e esperei a chuva passar. Uma pena ter sido grosseiramente tratado por uma das funcionárias do museu - tirando esse fato, valeu a visita.

Fiz ainda uma aquarela do Mercado Central de Budapeste - Központi Vásárcsarnok (experimente pronunciar essa palavra), a partir da Fővám tér. Já era tarde quando terminei.
No dia seguinte eu ministrei o workshop com minha amiga Cecilia Simonyi.

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After spending great times at Hungary's countryside, I came back to Budapest on October 24. From this day on, I stayed at Lövölde Ter, at an air-bnb, near the Kodály Körönd subway station. It was a great area, with easy access to public transportation and plenty of comercial services.
As soon as possible, I started getting prepared for the workshop I would teach on the following Sunday, October 28, as I posted before. So I spent many hours at Ferenciek square, trying to not be defeated by the cold weather.

On Thrusday afternoon I went to Széchenyi Lánchid bridge - the famous "Chain Bridge", inaugurated in 1849. It was really cold that day, so I gave up sketching.
One of the best moments I had during the entire trip was watching to folk music pocket show in a small club, away from any touristic spots. It was a fantastic experience for me. Besides doing some good sketches I was enchanted by the presentation. I also found very interesting to see people from all ages dancing happily. I couldn't help but join them... I danced a lot!



On Saturday, it was raining, so I had to sketch indoors. I chose the Magyar Nemzeti Múzeum (Hungarian National Museum), which was interesting. I learned about the Hungary past, sketched and waited the rain to stop. The bad side of it was dealing with a very rude lady from the staff. Dear God...what a bad job they must have!
I still did a watercolor of the city market - Központi Vásárcsarnok - from Fővám tér.
It was late when I finished.



The next day, I ran the workshop with my friend Cecilia Simonyi.

18 agosto 2018

Porto lines...

Mais duas páginas escaneadas: A direita, as Escadas do Codessal, uma das vistas mais incríveis que eu já desenhei e com certeza uma das mais fantásticas do Porto: a ponte Luiz I passando sobre as escadas e literalmente tocando as casinhas que ali se aninham é de tirar o folego. Parece exagero, mas é verdade, é muito legal! A escala da ponte em contraste com as casinhas miúdas é muito impressionante. O Rio Douro à distância, as caves na outra margem...pacote completo para o sketcher. Demorei muito tempo desenhando e assim acabei não pintando o desenho. Fiquei com um pouco de medo de estragá-lo também.

Na página da direita, uma colagem de desenhos de diversos locais da cidade, feitos em momentos diferentes, mostram diversos aspectos da arquitetura do Porto: o gótico, o barroco e o art noveau. Muitos desenhistas fazem esse tipo de trabalho, os quais me lembro agora de Gerard Michel e Mario Linhares.

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These pages were fun do! On the left, one of the most incredible views I sketched in Porto: Luis I bridge crossing above the Escadarias do Codessal, literally touching the houses bellow it, with the Douro River and Gaia bank on the background. I wish I had watercolored it, but I was hungry and a little afraid to spoil the drawing, I must confess.
On the right, a collage of line drawings, something many sketchers do, like Gerard Michel and Mario Linhares, whose works I admire a lot and come to my mind now.

08 agosto 2018

Pontes, torres e perspectivas sedutoras...

A ponte de ferro que se expande sobre as águas do Douro, conectando duas altas colinas, enquanto faz sombras entre as ruas, casinhas, escadarias e igrejas.
A torre de pedra que se ergue imponente, entre altas paredes e telhados, foi ali percebida com os cantos dos olhos, quase como se clamasse para ser por mim notada e desenhada... assim são as perspectivas do Porto. Os desenhos não demonstram nem de longe sua escala e profundidade...acho que tão pouco uma fotografia conseguiria tal feito. Resta apenas ver com os próprios olhos!

Second day... as I posted before, my breakfast was a little late so I did some sketches before it, like this one of the bridge. I think this spread is all about Porto perspectives: challenging, enticing...
I believe sometimes it's impossible to show, in a sketch or even in a photography, the scale and depth of some scenes, like these ones. You gotta see with your own eyes. All we can try to do is giving an impression of it.

07 agosto 2018

A Ribeira do Porto

Esta foi o desenho inaugural do meu novo sketchbook Laloran. Foi também meu primeiro desenho urbano feito com caneta e colorido, depois de cerca de 2 meses de preparação para meus workshops no UskSymposium2018.
Depois de passar o dia todo treinando no local onde eu daria meus workshops, desci à Ribeira, bairro charmoso que fica às margens do rio Douro, e onde eu estava hospedado.
Gostei muito dessa cena, pela luz, pela perspectiva da rua à esquerda, pela inclinação do terreno, e pelo forte contraste da construção branca com a empena escura do edifício vizinho. Foi exatamente essa empena que me atraiu, e que me colocou em apuros. Eu tentei reproduzi-la tal como era, mas em um tom um pouco mais quente (era preta praticamente, ou cinza bem escuro, frio). Mas não gostei muito do resultado, apesar dos ótimos feedbacks que recebi no Instagram quando postei a foto.
Bem, deixei de lado, e após escanear o original, resolvi fazer um ajuste na prancheta, aqui em casa.
Gostei, felizmente do resultado final. Ufa. ME arrisquei bastante, tentando remover parte da pintura original e colocando outra camada. Aliviei algumas sombras, criei outras e ainda adicionei uma textura de telhas para dar uma 'graça' à parede (essas telhas em empenas são relativamente comuns lá).
Enfim...eis o desenho.


Logo depois fiz mais um sketch rápido, que ficou incompleto. Aproveitei o espaço vazio do caderno para escrever algumas memórias.

So, I’ve started scanning my drawings from Porto. I worked a little bit in this one - I was not satisfied with the color/look of the side wall of that building. It was a drawing trick. I think the problem was that it was in the center of composition, had a weird color and it was dark. But that was, on the other hand, exactly what caught my attention there: the strong contrast between the dark wall and the bright building in front. Also, the street that seems to vanish in the shadow... I think I’m happy now. And kudos for the Laloran Book Sketch Sketchbook which hold up all the struggle and the water and the paint beautifully

12 fevereiro 2018

Manhã de Carnaval...desenhando.

Ontem fui passear e desenhar com minha namorada pelo Elevado João Goulart (o Minhocão) e Higienópolis.
No Elevado, desenhei este edifício antigo, colado à via. Chamou-me à atenção as sombras projetadas pelas pequenas sacadas, seu tom único de cinza que traz unidade à imagem, e até as pichações que conferem um ar de abandono e decadência.
Fiz o desenho utilizando primeiro lápis grafite para capturar as massas gerais do edificio, além de posicionar as sacadas e ajustar a perspectiva. Depois passei para a caneta nanquim, a fim de 'adiantar' o processo, na medida em que torna-se mais fácil definir as arestas e detalhes com linhas. Depois voltei ao lápis escurecendo tons e delineando sombras. A borracha foi utilizada para refinar algumas arestas, criar pontos de luz (vide roupas penduradas nas sacadas), e modelar nuvens.
Essa técnica de construção foi utilizada por mim pela primeira vez em um desenho que fiz a partir da cobertura do Shopping Light, em 2016. Acho que é uma ótima parceria essa entre lápis e nanquim.

Após um almoço 'esquecível' em uma padaria de Santa Cecília, caminhamos em direção a um edifício que chama a atenção de todos os que sobem a rua Aureliano Coutinho, que na esquina com a Marques de Itú torna-se rua Sabará. Trata-se do Edifício Domus, de 1958, projetado pelo casal de arquitetos italianos Maria Bardelli e Ermanno Siffredi, os mesmos que projetaram a famosa Galeria do Rock, no centro da cidade.
É muito interessante a forma curva dos terraços que, como disse o autor do livro São Paulo nas Alturas, Raul Juste Lores, "lembram a proa de um navio, decorados por pequenos furos que evocam um negativo de filme". Acho particularmente interessante também a forma refinada dos terraços à esquerda. Chama atenção ademais, o contraste das curvas com a trama reticular do imenso bloco de apartamentos do edifício Parque Higienópolis.
Neste desenho utilizei caneta Bic preta e markers. Foi dificil tomar a decisão de colorir o desenho que mostrava-se muito elegante somente em traços. Mas eu e minha namorada decidimos que valia a pena arriscar.

04 janeiro 2018

Frank Lloyd Wright Sketching Tour VII - Milwaukee City Hall (31.07.2017)

Logo após minha passagem pelo Milwaukee Art Museum, fui caminhando até o centro da cidade, mais precisamente em direção ao edifício da prefeitura da cidade - a Milwaukee City Hall, de 1895.
Havia visto algumas fotos pela internet quando pesquisara sobre a cidade. Parecia impressionante pelas fotos. E é ainda mais impressionante ao vivo.
Em uma das extremidades do edifício em estilo neo-renascentista, ergue-se a torre de 108 metros de altura, com inspiração na prefeitura da cidade de Hamburgo, na Alemanha. Segundo li, a cidade de Milwaukee recebeu grande imigração alemã.
Sem nenhuma vergonha, sentei literalmente no meio da calçada e comecei a traçar rapidamente. Terminei o desenho em cerca de 30 minutos...bem, talvez um pouco mais.

Notei, enquanto desenhava, o grande arco na base do edíficio. Me lembrei de Frank Lloyd Wright, que utilizou arcos assim diversas vezes, como na Arthur Heurtley House (em outra escala, claro). Há ainda outros exemplos, como na Dana-Thomas House (1902), mas talvez o mais notável seja a entrada do "Francisco Apartments" (1895), edifício que foi demolido na década de 1970, mas cujo arco foi preservado e reinstalado em outro local, segundo o que pesquisei neste artigo. Vale lembrar que Fllw nasceu em Richland Center e viveu em Madison, cidades não muito distantes de Milwaukee, portanto, não é muito difícil imaginar que tenha visto pessoalmente a construção desse edifício. Wright ainda explorou substancialmente o 'arco' em uma fase posterior de sua carreira como vemos na entrada belissima da Morris Gift Shop (1948, São Francisco - CA), no Marin County Civic Center (1962, San Rafael - CA) e na Igreja Ortodoxa de Wauwatosa (que visitei neste mesmo dia e que postarei em breve!).
Milwaukee City Hall

Link para a matéria com a foto original
Dana-Thomas House (1902), antigo sketch de minha autoria, feito com base em foto. (markers)
Link para foto original. Fonte: Wikipedia
Marin County Civic Center (1962), antigo sketch feito com markers

Enfim, passei alguns momentos agradáveis na cidade, que conta com um museu da Harley Davison (que deve ser fantástico, mas que optei por deixar para uma próxima hehe) e com inúmeras cervejarias.


No próximo post, um sketch de mais uma casa do arquiteto, a Frederick C. Bogk House.

15 setembro 2017

8th International Urban Sketchers Symposium - Chicago

No último mês de julho participei do 8º Simpósio Internacional de Urban Sketchers, na cidade de Chicago, Estados Unidos.
Este foi meu quinto simpósio, sendo os demais: Lisboa (2011), Santo Domingo (2012), Barcelona (2013) e Paraty (2014). Veja nesta página fotos dos últimos simpósios.
Desta vez fui selecionado para ministrar 3 sessões de demonstrações, que aconteceram em sequencia, na tarde de 27 de julho, o que para mim foi novidade. Em outras edições fui instrutor e até organizador. 
Tive a oportunidade de participar de 4 workshops, com grandes nomes do urban sketching como Virginia Hein, Marion Rivolier e Pat Southern Pearce. 
Como sempre, participar de um simpósio é uma correria. Entre uma atividade e outra sobra-se pouco tempo. Por isso desenhei pouco em Chicago downtown. 
Aqui seguem alguns dos desenhos feitos por lá.
Em breve começarei a publicar os desenhos da minha "Frank Lloyd Wright Sketch Tour" ;)

Wabash Avenue, em frente ao "hub" do simpósio - The Goodman Center
Um desenho da via férrea elevada na Wabash Ave., que é muito interessante para desenhar, mas que torna a cidade muito barulhenta. Neste sketch eu procurei focar apenas nos espaços negativos das formas.
Este é um 'acrotério angular', um ornamento representando uma coruja, símbolo do conhecimento. Faz parte dos elementos decorativos do edifício Harold Washington Library Center.   
Dearborn Station e um fonte na Michigan Ave. 
Vista a partir do Millenium Park, em um final de tarde movimentado na cidade.

21 junho 2017

Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

No último dia 10 de junho fui convidado a participar do evento Vinhos de Portugal, uma feira que promove, no Brasil, a produção de vinhos portugueses . O intuito da minha participação era retratar uma réplica do "Eléctrico 28".
Fiz o desenho em cerca de 2,5 horas, dividindo minha atenção entre as pessoas que ali circulavam e com a repórter do jornal "Público", que fez uma excelente matéria a respeito de Urban Sketchers e Sketch Tour. Ficou muito 'giro', como podem conferir neste link. com um vídeo muito especial.


Logo mais à noite, fui com minha namorada ao Theatro Municipal para as cerimônias comemorativas do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.
Exitei um pouco para começar a desenhar, estava muito cansado - mas não resisti. Fiz um sketch quase às cegas, mal olhando para o papel enquanto acompanhava com os olhos as curvas das galerias, a profusão de detalhes construtivos e a platéia que se enchia de gente, pouco a pouco.
Assisti aos discursos do primeiro-ministro de Portugal, sr. António Costa e do presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Fiquei comovido as belas palavras do presidente que fez um discurso emotivo.
Quando começou a apresentação da cantora fadista portuguesa Gisela João, aproveitei para dar os últimos traços no sketch. O espetáculo foi gracioso e entusiasmante.
Sinto meus vínculos com Portugal, terra natal de meus avós Ismael e Maria, se aprofundarem.


Viva Portugal!

05 dezembro 2016

Igrejas da Penha

Neste último sábado, dia 03/12, fui ao 99º Encontro de Urban Sketchers São Paulo, no bairro da Penha. Achei interessante a ideia de conhecer outra região da cidade e, de fato, estava com vontade de desenhar. Aproveitei o fim de semana tranquilo e fui. Demorei cerca de 25 minutos para ir da Freguesia do Ó até lá. Foi rápido, tratando-se de São Paulo.
Adorei descobrir o conjunto de 3 igrejas muito próximas umas das outras - na verdade, uma capela, uma igreja e uma basílica. Disse "descobrir" pois não conhecia nada sobre a região. Uma vergonha, considerando que a primeira igreja data de 1682! Bem, acredito que dessa época não deve haver muita coisa remanescente (o interior da igreja é românico). Mesmo assim, um conjunto muito interessante, principalmente pela sua disposição e proximidade, que remonta aos primórdios da colonização de São Paulo.
Comecei desenhando a fachada da igreja da Nossa Senhora da Penha, ainda um pouco duro no traço, mas esforçando-me a soltar e acelerar a cada linha. Queria desenhar as 3 igrejas.
Depois me dirigi ao largo do Rosário para desenhar a capela da Nossa Senhora do Rosário e São Benedito, de 1802, erguida por escravos. Ela dá as costas a outra igreja, voltando-se para a periferia da cidade. Lá encontrei outros grupo de sketchers e tiramos fotos.


Após um pastel de feira e um café expresso, fui sozinho desenhar a basílica, alguns metros adiante. Hesitei por um momento, já que a igreja não é particularmente bonita. Por outro lado é grandiosa, e no final das contas rendeu um bom desenho.

02 novembro 2016

Estação Júlio Prestes


Recentemente tive a oportunidade de ficar cara a cara com esse edifício desconcertante. Tive pouco tempo, mas consegui fazer um sketch rápido e sucinto. Há ângulos neste edifício que merecerão uma visita mais prolongada.

25 janeiro 2016

50º Sketchcrawl em Sao Paulo

Neste último sábado aconteceu o 50º Sketchcrawl, realizado no centro de SP, no coração da cidade.
Cheguei atrasado, mas ainda encontrei o arquiteto Mateus Rosada desenhando um panorama da praça da Sé. Sentei-me ao lado dele e fiz dois sketches bem rápidos e despretensiosos. Ainda não foi dessa vez que fiz um desenho à altura da catedral. Precisarei de tempo para conseguir tal feito.

Segui para o Páteo do Colégio, onde se encontrava o grupo de cerca de 40 sketchers. Fiz uma rápida aquarela do Monumento "Glória Imortal aos Fundadores de São Paulo", de Amadeo Zani.
Depois do delicioso almoço no restaurante "Piero", voltei com 2 colegas ao Páteo, onde fiz mais um desenho, tendo como tema um magnifico edifício situado na esquina da Praça da Sé (se alguém encontrar informações sobre o edifício por favor me passe! *** O colega Mateus Rosada acabou de me ajudar nessa: Edifício Rolim, projeto de 1927-1928, de Hippolyto Gustavo Pujol Júnior - Obrigado Mateus! ).
Já fui em muitos eventos como esse, sendo o primeiro em janeiro de 2009. Já houve, pro exemplo, um Sketchcrawl no páteo do colégio, em 2010, como você pode ver neste post.
Passados 6 anos, escolhi os mesmos temas. Durante o inicio da execução do desenho do edificio, me ocorreu que talvez eu fosse mais ousado, ou até melhor, em 2010."Será?" Me perguntei. Dessa vez eu sentia insegurança ao traçar as linhas. Fiquei meio impaciente ao notar, logo no inicio, que a construção não caberia na altura da página. Uma pena. Mesmo assim, insistentemente, segui o percurso de arestas e vazios, colunas e janelas.
O mesmo edifício, retratado em 2010

O resultado foi bom, gostei muito. Mas terei que voltar, pois quero chegar com esse colosso ao nível da praça.
Para fechar, andei pensando na importância social que o desenho, e mais precisamente o Urban Sketchers, pode ter: quantas pessoas são 'pescadas' dos seus mares de separação, atraídas pelo estranho 'obstáculo' que nos transformamos ao sentar nas ruas da cidade?
Quantos olhares curiosos captamos?
Quanto beleza é desenterrada em meio ao cotidiano amortecido?
Quantos elogios recebemos?
Quanta generosidade...gerada por um simples ato de ocupar o espaço urbano através do veículo que todos um dia pilotaram: o desenho!
E obrigado aos seguranças do Tribunal de Alçada Cível, pela água gelada a nós oferecida.
O edifício do tribunal, retratado há alguns anos atrás.
 

17 janeiro 2016

Museu de Arte Sacra

Neste último sábado, 16 de janeiro, participei de um encontro de Urban Sketchers São Paulo, no Museu de Arte Sacra, no bairro da Luz.
Foi um dia agradável, com bastante conversa e desenhos. Produzi bastante! Talvez porque fazia um tempinho que não saia às ruas para desenhar.
O prédio do museu é um interessante exemplar da arquitetura colonial brasileira. Fiz um desenho simples da fachada, que merece certamente um segundo e mais elaborado desenho. Me chamou a atenção os contrafortes nas paredes laterais e as proporções elegantes.

O acervo do museu é muito interessante!! Me surpreendi com a variedade de peças que vão de altares de madeira à prataria de peças eclesiásticas. Ótimo lugar para treinar o desenho: figura humana, através das estátuas, e objetos diversos, que exigem atenção às formas e detalhes.

E o mais legal é que o museu tem uma iniciativa nova de promover o desenho em suas dependências, inclusive oferecendo oficinas gratuitas. (Os seguranças nos deixaram sentar no chão para desenhar!). Uma ótima abertura para a arte, com uma atitude simples dos dirigentes do museu. Nada melhor que fazer um bom uso do acervo histórico, de forma criativa, envolvendo as pessoas.
Palmas para isso!
Palmas para os desenhistas urbanos!


12 janeiro 2016

Shopping Cidade São Paulo

No final do ano passado, realizei uma ilustração para o Shopping Cidade São Paulo, que fica na Avenida Paulista.  Foi um trabalho desafiador pois exigiu montagem de perspectiva à mão livre, apenas com base em fotografias e mapas.
O conceito da ilustração foi mostrar a proximidade do shopping entre dois pontos urbanos muito conhecidos entre os paulistanos - o edifício da Gazeta, e o MASP. Assim, a única solução foi fazer uma perspectiva 180º da avenida.
Comecei fazendo uma vista aérea, mas que foi logo deixada de lado por não destacar o shopping no contexto da cidade. Ainda assim, gostei do estudo ;)


Fiz um novo estudo, dessa vez ao nível do observador, e apresentei um croqui geral para aprovação, onde procurei dar mais ênfase à fachada do shopping.

Com o croqui aprovado segui com a montagem da perspectiva à grafite, passei tudo a nanquim, e por fim, colori com markers.

A imagem final sofreu ainda algumas pequenas alterações, as quais realizei no Photoshop: eliminamos um carro e o motoqueiro, e deixamos o vidro da fachada mais próximo do real, que é mais dourado.

Enfim, gostei muito do processo e do resultado!