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09 agosto 2023

'Sketching Haven' at Madeline Island School of the Arts

Great news!!

I am pleased to inform you that I will share my approaches and techniques at Madeline Island School of the Arts, in July 2024!

I will be together with a few fantastic international sketchers: Jane Blundell (Australia), Oliver Hoeller (Austria) and Nina Johansson (Sweden). Participans will sketch with each of us at different new locations daily (check their website and see how impressive the place is!)

The 'Sketching Haven: A Summer Retreat with Four Internationally Renowned Artists' (link here) will happen on July 8th–12th, 2024

"Experience an unparalleled opportunity to enhance your artistic skills with four exceptional instructors. Eduardo Bajzek‘s workshop focuses on capturing trees and landscapes, while Jane Blundell’s workshop specializes in color and botanical sketching. Oliver Hoeller guides participants in telling the story of Madeline Island through sketching, and Nina Johansson immerses you in everyday life in coastal harbor town. With diverse techniques and personalized guidance, these workshops offer a comprehensive learning experience for participants to refine their skills and explore various aspects of sketching and painting. Students will interact with a new instructor and visit a new location everyday."

I will teach the following workshop:

Eduardo Bajzek: Trees and the Island Landscape

Morning Session:

  • Discover the essence of incorporating Nature as the predominant theme, exploring its graceful and meaningful presence in crafting artistic compositions.
  • Exploring different types of linework, shapes, and edge variety associated with trees.
  • Understanding the structure consistency of trunks and branches for a balanced composition.
  • Developing the skill to see and sketch tree silhouettes.

Afternoon Session:

  • Outdoor sketching session in Madeline Island, combining nature and buildings in unique compositions.
  • Demonstrations by the instructor on choosing and framing subjects, organizing layers of tone, and creating depth.
  • Participants will create their own landscape drawings, applying the learned concepts and receiving in-person assistance.
  • Feedback session for participants to share their work and receive final considerations.




And here's a short description of my fellow partners (see more at Madeline's website):

Jane Blundell: Botanical Sketching

Jane is a member of the Australian Watercolour Institute, Australia’s oldest watercolour society, and an exhibiting member of the Royal Art Society of New South Wales, and a member of the Urban Sketching education committee. She is passionate about watercolour, colour, drawing and sketching.


Oliver Hoeller: Sketching the Story of Madeline Island

Oliver is a skilled sketcher and traveling artist, known for his ability to tell rich stories through his work. Explore Madeline Island, visiting the museum and surrounding areas to gather visual elements that reflect the island’s fascinating history. Oliver provides personalized guidance on arranging elements on the page; presenting demonstrations and giving feedback throughout the day.


Nina Johansson: Everyday Life in a Coastal Village

Nina Johansson, an illustrator and art teacher from Stockholm, Sweden, is a dedicated on-location sketcher with a penchant for capturing everyday life in urban environments. Learn techniques to convey perspective without construction, work from big shapes to smaller details, and create well-composed sketches. Students will grow through individual support and group discussions.



01 julho 2023

New Zealand - Part III: Sky Drawing




On a sunny afternoon, before the symposium started, I went to the Sky Tower, a stunning construction that takes you up to 186 meter high and has lots of attractions. 

I went there because I love being at heights, in first place. I didn't know I would have enough time plus find a good spot to sketch. But I did, even though I had to gave up of a first attempt because someone bumped into me, causing me to make a scratch on the paper - fortunately it was at the beggining! I just turned the page over and restarted...

Anyways, I did a very quick sketch for my standards, with a ballpoint pen. 




17 setembro 2019

Cursos em Outubro de 2019!

Cursos do Bajzek em outubro!
Desenho Artístico de Arquitetura e Desenho Urbano.
Poucas vagas!
Na inscrição do primeiro curso, o aluno ganhará meu livro - 'Técnicas de Ilustração à Mão Livre', autografado 😊
Consulte valores por email para conhecer as diferentes formas de pagamento, detalhes sobre a metodologia, materiais e horários.
Aguardo você para desenharmos juntos!


30 junho 2019

Dois desenhos 'rápidos' da Freguesia do Ó

Hoje, domingo, sai para desenhar aqui no bairro. Já tinha um tema em vista e fui objetivamente ao local, após deixar lixo reciclável no container que há no largo da matriz da Freguesia do Ó.
Fiz ambos desenhos em cerca de 1h15 cada, o que pra mim é rápido, em se tratando dessa abordagem mais pictórica. Foi uma agradável manhã de estudos.


























A construção retratada (é a mesma) foi edificada no final do século XIX, segundo consta em sua fachada (1899). Mantém seu aspecto original, embora com alguns buracos indecentes aqui e ali.
Está disponível para alugar. Tomara o futuro locatário não faça nenhuma agressão a sua fachada.

24 junho 2019

Mercado da Lapa

No último dia 15 de junho fui ao Mercado da Lapa, zona oeste de São Paulo, para desenhar.
Perambulei por alguns minutos entre as alamedas internas em busca de um tema e um bom lugar para sentar. Era cedo, cerca de 09:00 hs, mas o mercado já estava movimentado.
Encontrei uma lanchonete com algumas mesas que possibilitariam uma boa visão de um box de esquina e da cobertura da construção. Pedi um 'pingado' e um pão na chapa e comecei a desenhar.
Logo uma senhora de um dos boxes veio em minha direção e 'solicitou' informações: "O que o senhor está fazendo? De onde é? É de alguma empresa? Pediu autorização?". Eu respondi educadamente e ela, ao ver que eu não apresentava 'perigo' foi educada, pediu desculpas e me deixou. Disse que "existe gente que quer desativar o mercado" - por isso a desconfiança.
Se passaram quase 4 horas de trabalho...uma longa jornada, regada a mais alguns 'pingados'.
O pessoal da tabacaria ficou muito curioso e veio ver o desenho, me pedindo para mostrar o resultado final.


Bem, o resultado final apareceu mesmo somente hoje, dia 24 de junho, quando dei as últimas camadas de grafite. Trabalhei por muitos dias no desenho, sempre lentamente, sem pressa. Tomei cuidado para não 'passar do ponto' e perder toda a espontaneidade. O fato é que eu precisava de mais contraste e detalhes em alguns pontos, principalmente para gerar um ponto focal (no caso, o box de esquina, repleto de potes de acrílico, cestos, esteiras, doces, biscoitos, grãos, e muito mais).
Não sei quantas horas trabalhei no total...talvez umas 08 horas? Bem, não importa. Valeu a experiência.
Abaixo, o desenho tal como 'saiu' do local. Veja que não há muita diferença na essência do trabalho.


19 junho 2019

Museu da Casa Brasileira


Ontem fui ao lançamento do livro de Biselli Katchborian Arquitetos no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. Como tinha um compromisso nas imediações, mais cedo, aproveitei para fazer um desenho, já que tenho tentado estudar bastante para minhas oficinas no 10º Simpósio de Urban Sketchers, que se aproxima.
Levei cerca de 2 horas para fazer o desenho local, e mais uns 45 minutos em casa, para refinar algumas áreas e baixar um pouco alguns tons.
Me chamou a atenção o tamanho da palmeira e os contrastes entre o branco da parede do museu e o edifício Dacon ao fundo. Eu gostaria de ter ido mais além nos tons, mas acho que está bom assim.


19 dezembro 2018

CURSOS EM JANEIRO DE 2019

Estou com dois cursos montados para o início deste ano: Desenho Básico e Desenho Artístico de Arquitetura.
Veja o flyer abaixo.
Para maiores informações, solicite a proposta por email! (email no flyer).


Condições especiais para inscrições até 28 de dezembro!


04 julho 2018

Fim de tarde no Ibirapuera


No último sábado à tarde visitei a feira MADE no Ibirapuera e aproveitei para fazer um desenho. Continuo na onda do grafite, que vai durar pelo menos até o simpósio de Porto.
Fiquei ali, andando e lá pra cá para tentar achar a composição 'perfeita', e de tão 'perfeita' será que ficou sem graça? rs...mas não vou falar mal do meu desenho, ele não merece minha crítica insensível.
Adorei a luz de fim de tarde que procurei capturar com grafite, as curvas da arquitetura, as bordas que aparecem e desaparecem, os troncos altos e as esculturas rasteiras, os skatistas que, se eu pudesse, desenhava todos... passando rapidamente pelo 'observador'.
Mas quem é o 'observador'?
O que crítica, ou o que vivencia?
O que fica satisfeito pelo simples fato de produzir ou aquele que se regojiza com comentários carinhosos?
O que desenha descompromissadamente, ou o que desenha pensando no que os outros vão achar?
Não sei ainda...
E viva o Ego, que nos faz lutar, que nos faz querer ser melhor.
E dane-se o Ego, que nos faz sofrer com comparações e autocobranças.

27 junho 2018

Entre Santa Cecília e Barra Funda

Passei o dia desenhando na região de Santa Cecília e Barra Funda. Fiz apenas 3 desenhos apesar de tantas horas produzindo. E ainda assim, desenhos meio inacabados.
Na verdade esse do Minhocão foi interrompido mesmo, devido ao sol. Sabe quando você começa a ficar meio impaciente, sentindo o suor escorrer dentro da roupa, a visão meio embaralhada? rs...aguentei até onde foi possível.
E ficou assim. Não sei se vou mexer ou se voltarei lá algum dia para finalizar ou recomeçar.
Levantei e acabei entrando num boteco...tomei um pingado! ...suando.

Esse é o segundo desenho que fiz ontem.
O Palacete Momo e o Chorão.
Esse predinho fica à rua Vitorino Carmillo, quase na esquina com a Alameda Northman. Uma beleza de edificação, repleta de detalhes preciosos.
Trata-se de um prédio com térreo p/ comércio, mais dois pavimentos e sótão. Cada apartamento tem acesso por uma das escadas laterais. Hoje é uma pensão, pelo que me informaram, e está bem conservado, pelo menos por fora.
Fiquei sentado à sombra de uma árvore. O chorão que tentei retratar tampava boa parte da fachada, assim como a árvore do outro lado da rua.
A luz estava linda, mas banhava somente a empena lateral, embora tenha formado um recorte interessante (que fui retratando aos poucos) na fachada principal, nisso que se assemelha a uma bay-window.
Tentei deixar o desenho o mais leve possível, porque queria ser rápido. Apanhei do chorão. Fiquei com vontade de apagá-lo por inteiro. Mas como dizem: assim é.

Este foi o último feito no último sábado...detalhe do "Parque Savóia", na mesma rua Vitorino Carmillo. Trata-se de uma vila edificada na década de 1930 pelo engenheiro Arnaldo Mais Lello, para uma família de um imigrante polonês.
Essa é uma vista dos terraços que se projetam sobre o portão principal com destaque para o dragão de pedra que me chamou muito a atenção. Um senhor que passava me perguntou qual era a função desses terraços e minha sugestão foi que devíamos imaginar essa construção na época em que foi construída...com certeza a vista ali de cima devia ser bem atraente, com a região pontuada apenas por mansões e muito verde.
Ah se eu pudesse passar um dia todo desenhando para dentro dos portões. Quem sabe um dia.

Apanhei muito para tentar construir essa perspectiva de baixo pra cima. Nessa altura já estava meio cansado, apesar do animador tapinha nas costas que ganhei de uma senhora que passara por lá.


09 junho 2018

Sr. Maví, o sapateiro

Hoje foi um dia de sentimentos distintos.
Fiz este desenho do Sr. Maví, o sapateiro, e sua oficina na Av. Paula Ferreira - Freguesia do Ó, São Paulo.
Durante a semana fui levar lá uma blusa que estava com o ziper emperrado. Ele consertou pra mim e não quis cobrar. Notei a oficina dele...uma bagunça! Mas que tema...Perguntei se eu podia ir 'qualquer dia' desenhar lá. Ele não sei se entendeu bem, mas concordou com a cabeça.
Pois...fui hoje mesmo. Cheguei, expliquei o que ia fazer e ele já foi bem solícito. Me ofereceu uma cadeira, mas eu disse que ia ficar em pé mesmo, para não se preocupar comigo.
Fiquei das 10:00 às 13:00hs, quando parei para almoçar na padaria ali perto. Depois voltei e fiquei mais 2 horas. Ao todo, 5 horas de desenho, meu novo recorde (acho).
Não fiquei cansado...acho que os exercícios para a lombar na academia estão ajudando rs.
Tomei café e guaraná oferecidos por ele...conversamos sobre tudo. De futebol à espiritualidade. Ele é evangélico. Chegou a parar para orar, pegando a bíblia que se encontra no balcão (no desenho, no suporte à esquerda). Não sei se ajoelhou ou sentou-se no chão, porque sumiu atrás do balcão por uns instantes.
Pernambucano de Caruaru, tem 3 filhos e é separado.
Disse que vai retornar para sua cidade natal para ficar com os filhos, que moram por lá. Está há 18 anos trabalhando neste local, mas ha muito tempo em São Paulo. Trabalha com calçados desde jovem.
Nos despedimos com a promessa que levarei uma cópia do desenho para ele "guardar de lembrança".

Sr. Maví em seus afazeres diários.

Enquanto ele mastigava um sanduíche, eu tirei essa foto, já indo embora.

Ensinando-me a apontar o lápis com o estilete

Foram momentos intensos, mas prazerosos. Mais tarde, fiquei sabendo que a gatinha que eu tive com minha ex-esposa faleceu. Viveu 14 aninhos e era um doce de ser.

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I made this drawing of Mr. Mavi, the shoemaker, and his workshop at Paula Ferreira Avenue in São Paulo. I went there to get the zipper of one of my jackets fixed. He fixed it for me and didn’t even want to charge me. I couldn’t help but notice how messy the workshop was. But what a great scene! I asked if I could come by to draw it some other time. I don’t know if he understood, but he nodded his head.

When I showed up days later, I explained what I planned to do and he quickly offered me a chair. He was very willing to help, but I said I would stand up and not to worry! I spent from ten in the morning to one in the afternoon, then took a break to have lunch nearby. Then I came back and stayed for another two hours. In all, five hours of drawing, a new record. I didn’t even get tired. I think my fitness exercises must be helping!

Mr. Mavi, who is in his mid 60s, also offered coffee and guarana and we chatted a bit about everything, from soccer to spirituality. He’s Evangelical. He took a break to pray, taking a Bible that was on the counter – you can see in the drawing to the left. I don’t know if he kneeled or sat on the floor because he disappeared behind the counter for a moment.

He is originally from Caruaru in the state of Pernambuco. He has three children and is separated. He said he will return to his hometown to stay with his children, who live there. He's been working in this workshop for the last 18 years, but has spent many more in São Paulo, working as a shoemaker since he was young.

We said goodbye, and I promised to bring him a copy of the drawing so he can keep it as a memento of the workshop.


03 junho 2018

Mercado de Pirituba


Aproveitei o feriado de Corpus Christie e fui visitar o Mercado Municipal de Pirituba, na Zona Norte de São Paulo. Foram 3km de caminhada para chegar desde aqui, o Largo da Matriz na Freguesia.
Fiquei impressionado com a beleza do edifício! Trata-se de uma enorme cobertura de concreto sustentada apenas em um núcleo central, com uma grande coluna de concreto que funciona tb como caixa d´água. Tem 70 metros de diametro. É incrivel a delicadeza da estrutura - deve ter meros 10cm na extremidade, talvez nem isso!
O projeto é do arquiteto Abelardo Riedy de Souza, o mesmo que projetou o ed. Nações Unidas na esquina da Av. Paulista com a Brigadeiro. O projeto estrutural foi assinado pelo engenheiro José Carlos de Figueiredo Ferraz (que entre tantas obras calculou o MASP, a cúpula da catedral da Sé e o planetário do Ibirapuera).
Cheguei às 10:00 e logo recebi uma visita...fiquei conversando com o Sr. Fernando, morador do bairro, angolano no Brasil há 50 anos, filho de portugueses. Batemos um bom papo. Ao se despedir, dizendo que já estava me "atrapalhando", deu-me a mão e desejou-me um bom trabalho. Um pouco adiante parou, e perguntou meu nome. Completou dizendo que seus pais chamavam ... (não lembro o nome do pai) e Laura. "Lindo esse nome né?" "olha, fico até arrepiado ao lembrar dos meus pais...". Virou e foi embora com a cachorrinha. O arrepio do braço dele passou para o meu.
Ás 12:00 parei e entrei no mercado para tomar um pingado e comer um enrolado de calabresa. Fui ao banheiro também.
Voltei e fiquei desenhando até quase às 14:00.
Mais algumas pessoas pararam e conversaram comigo, elogiando o prédio, lamentando as condições de manutenção.
Um outro senhor me informou que o janelão foi adicionado a posteriori. "Era pra ser aberto!"...mas fecharam, pois obviamente chovia dentro.
Uma outra moça ainda disse "sou apaixonada por esse prédio...parece uma flor".
Fui retornando pra casa...infelizmente fiquei com uma forte dor de cabeça. Ainda comi uma coxinha e uma esfiha no caminho rs. Dormi para passar a dor e trabalhei mais alguns minutos no desenho.

Ao postar este desenho no Facebook, fiquei muito contente com o feedback que as pessoas me deram. Alguns comentaram que moram ou moravam ali perto, e o prédio sempre foi uma referência para eles:

"Vc me fez relembrar tantas histórias! Morei bem pertinho dai qdo era criança. Esse prédio fez parte dela! Sempre o achei muito diferentão e gostava de passar pelos arredores, no escadão, parquinho... Ele ficava sempre no meio do caminho pra algum lugar. Meio do caminho da casa da minha vó Cida, pro outro lafo da casa da tia Bela, pra outro pra igreja e escola, loterica do meu avô... Pra cada lado tinha uma história..." (Arq.Daniela Hladkyi)




18 dezembro 2017

Frank Lloyd Wright Sketching Tour III - Oak Park

Minha próxima parada para um sketch foi em frente à Arthur B. Heurtley House (1902), no número 318 da Forest Ave, Oak Park - IL.

Essa é uma das minhas casas preferidas desse período do arquiteto. Acho particularmente bonito o trabalho de tijolos aparentes, a entrada marcada pelo arco, e maneira como o telhado parece descolado do corpo da construção graças às linhas de janelas altas e à varanda do segundo pavimento. Nesta casa, a chaminé da lareira, que sempre foi utilizada pelo arquiteto como um elemento de destaque nas articulações dos interiores, é vista cortando o baixo telhado.
Mais uma vez, a horizontalidade da casa é proeminente. Um muro lateral acentua ainda mais essa característica.

Interessante observar que Wright fez uma transgressão na concepção dos ambientes internos, colocando o living, a sala de jantar e a cozinha no andar superior, junto aos quartos. A suite principal e o living voltam-se para a varanda deste andar. No térreo ficam outras dependências íntimas como um 'playroom' e demais dependências de serviço como lavanderia e quartos de visitas.
Enquanto desenhava vi os moradores da casa entrando e saindo. Conversavam na varanda... Deve ser incrível ocupar uma destas casas, apesar dos curiosos e amantes de arquitetura do mundo todo estarem logo ali, tirando fotos e desenhando sua casa!
Fiz o sketch em cerca de uma hora e meia. Um casal se aproximou e conversou comigo por um tempo. O rapaz era também um fã do arquiteto.
Sai de lá e, a passos largos, voltei para próximo da estação de trem para comer algo. Nota mental: leve sempre algo para comer Eduardo! Não queria perder muito tempo...o dia estava lindo.

Bem em frente à Arthur Heurtley House, encontra-se a Nathan G. Moore House, também de Wright. Trata-se de uma residência com arquitetura menos claramente definida, já que apresenta características de diferentes momentos, devido a um incêndio que destruiu parte da construção.
Mesmo assim, não deixa de ser interessante!


Fiz um desenho dela no finalzinho da tarde, que publico aqui em breve.

17 dezembro 2017

Frank Lloyd Wright Sketching Tour II - Oak Park

Continuando as postagens sobre a minha Fllw Sketching Tour...
Após o sketch do Unity Temple, segui caminhando em direção à Forest Ave., onde se encontram nada menos que 7 casas reformadas ou projetadas por Frank Lloyd Wright.
Como disse no post anterior, estive por lá em 1997 com alguns amigos. Na época, tirei centenas de fotos. Dessa vez, eu queria sentar e desenhar. E foi isso que eu fiz.
A primeira casa que encontrei na Forest Ave. foi a Frank W. Thomas House, no número 210, erguida em 1901.
Frank W. Thomas House (1901)
Frank W. Thomas House (1901)

Me chamou a atenção a beleza do entorno: frondosas árvores, belos tons de verde e muita tranquilidade. Sentei do outro lado da rua, próximo ao busto de bronze do arquiteto que pontua a entrada de um parque, e fiz um sketch calmamente.

Frank Thomas House é considerada uma de suas primeiras "Prairie Houses", talvez a primeira onde o estilo se cristalizou. A horizontalidade acentuada pelas molduras que correm pela fachada, e que por vezes delimitam as janelas, os longos beirais e enfim toda a proporção elegantamente estendida pelo terreno é, para mim, a característica principal dessa fase da produção do arquiteto. Ali também pontuam-se outros detalhes típicos desse momento: o arco baixo que marca - e ao mesmo tempo protege - a entrada da casa, os vitrais delicados nas janelas, os telhados suavemente inclinados, etc. Leia mais neste link.




Segui caminhando pela rua, fascinado pela beleza do lugar, das belas casas, sempre envolvidas por graciosos jardins e enormes árvores.
Casa à Forest Ave., Oak Park - IL

Casa à Forest Ave., Oak Park - IL

Casa à Forest Ave., Oak Park - IL

Casa à Forest Ave., Oak Park - IL

Passei por outras duas casas do arquiteto, mas não as desenhei: Peter A. Beachy House (1906) e Edward R. Hills (1906). Há ainda Laura Gale House, em uma pequena viela transversal à Forest Ave., que não cheguei a visitar. [enquanto escrevo fico pensando: "Deus, como pude não visitar essa casa, e tantas outras que estavam a somente algumas quadras dali?" Mas, analisando como um adulto (e não uma criança), eu já fiz isso no passado (de ver todas e cada uma delas) e o intuito dessa vez era outro, de qualquer maneira.]
Peter A. Beachy House (1906)
Edward R. Hills (1906)

Edward R. Hills (1906)
Segui mais um pouco até o número 318 da mesma avenida, a Arthur B. Heurtley House, que eu pleiteava desenhar - uma das minhas favoritas.

Continua...

Frank Lloyd Wright Sketching Tour I

Finalmente começarei a publicar sobre a viagem que realizei há alguns meses, logo após o término do 8º Simpósio Internacional de Urban Sketching, realizado em Chicago - US.
Resolvi chamar essa sequencia de postagens de "Frank Lloyd Wright Sketching Tour" pois foi basicamente isso: uma viagem especialmente organizada para eu visitar, e desenhar, obras do arquiteto norte-americano do qual sou fã incodicional desde que tomei contato com seu trabalho na faculdade de arquitetura.
Meu primeiro dia de 'tour' foi maravilhoso. Fui ao Oak Park, distrito próximo a Chicago, onde Fllw morou e fez carreira, construindo dezenas de obras - em sua maioria residências - naquelas ruas arborizadas e (quase sempre) tranquilas.

Peguei o trem em Chicago e segui ansioso pelo que viria, mesmo tentando baixar as expectativas para não me frustar com nada.
Minha primeira parada foi no número 875 da Lake St., onde ergue-se elegantemente o Unity Temple, obra construída entre 1905 e 1908.


Após algumas fotos, me acomodei para fazer este sketch:
Notei as proporções apuradas, a simetria silenciosa e o jogo de volumes que reforça a sobriedade do edifício. As janelas altas da fachada para a Lake St. foram assim desenhadas para proteger o interior do ruído externo. O terreno, longo e estreito, fora um desafio para o arquiteto, que dividiu a construção em dois blocos, com uma loggia de acesso entre eles (mesmo conceito usado em sua residência / estúdio a alguns quarteirões dali).
Li agora que o edificio foi restaurado entre 2015 e 2017, e reinaugurado em junho deste ano! Foram gastos 23 milhões de dólares para o trabalho.

Não entrei no templo, pois era dia de culto (domingo). Não era minha intenção entrar, já que queria aproveitar o tempo o máximo possível. De qualquer forma eu já conhecia os interiores uma vez que, em 1997, entrei com meu amigo Daniel. Vinte anos atrás, estive lá com ele, Rodrigo e Carlos, no último ano da faculdade. Eu sonhava em ser um grande arquiteto.





Continua...