Li ontem mesmo uma frase de Heinrich Wolfflin, em seu livro "Conceitos Fundamentais da História da Arte", que me chamou a atenção. Ele diz que o valor de uma obra de arte reside no seu caráter de inevitabilidade, segundo o qual nada pode ser alterado ou removido, devendo tudo ser exatamente como é.
Ah se pudéssemos tratar nossas vidas assim como uma obra de arte! Eliminando tudo o que é supérfluo e inútil, atuando com convicção, presença e plena consciência, além de abrir espaço para a nossa intuição fazer o que tem que ser feito. A vida, que é um grande exercício de transformação, seria uma pintura que levaria décadas e décadas para ficar pronta e, no final, seria imutável e permanente, o que é um paradoxo.
Desejo a todos um Feliz 2016!
E para ilustrar essa postagem, não ousaria colocar um desenho ou pintura minha, mas escolhi uma aquarela de um dos grandes mestres: Anders Zorn.
Aprecie o permanente fragmento da realidade que é essa pintura.
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01 janeiro 2016
13 julho 2015
Hélio Leites...sobre a tristeza.
A primeira vez que assisti esse vídeo me arrepiei com a simples profundidade com que esse cara fala sobre alguns aspectos da vida. Poucas palavras dizem muito.
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Reflexões
10 julho 2015
Desenhos ao vento...
Outro dia imaginei-me em um local montanhoso, de verdes encostas e aquela névoa da manhã atravessada gentilmente por um sol radiante.
Segurava uma pilha com todos os meus desenhos. Centenas deles...TODOS.
Alegremente, e emocionado ao mesmo tempo, abri a mão e soltei todos os desenhos ao vento...
As páginas voaram para longe, caindo e se desmanchando ao Tempo...
A sensação era de paz.
De muita alegria.
Leveza...
Hoje tive uma sensação nova e lembrei-me dessa visão.
Ouvia agora mesmo, o Concerto de Aranjuez, e me emocionei – mais uma vez – com a dimensão dessa música. Pura expressão de Deus através do homem.
E pensei nos pintores que deixaram grandes obras para a humanidade, e assim meu Ego logo perguntou qual seria a ‘minha’ grande obra. O que ‘eu’ deixarei aqui neste planeta?
E, Graças a Deus, uma afirmação em forma de pergunta me veio à cabeça: “porque você precisa deixar algo MATERIAL aqui?”
Seus desenhos são efêmeros.
Sua passagem por aqui também.
Tudo é efêmero.
Menos a alma.
Que é...
...um pedacinho de Deus.
Uma fração que Ele, generosamente, deixou livre.
Para voar por ai.
Segurava uma pilha com todos os meus desenhos. Centenas deles...TODOS.
Alegremente, e emocionado ao mesmo tempo, abri a mão e soltei todos os desenhos ao vento...
As páginas voaram para longe, caindo e se desmanchando ao Tempo...
A sensação era de paz.
De muita alegria.
Leveza...
Hoje tive uma sensação nova e lembrei-me dessa visão.
Ouvia agora mesmo, o Concerto de Aranjuez, e me emocionei – mais uma vez – com a dimensão dessa música. Pura expressão de Deus através do homem.
E pensei nos pintores que deixaram grandes obras para a humanidade, e assim meu Ego logo perguntou qual seria a ‘minha’ grande obra. O que ‘eu’ deixarei aqui neste planeta?
E, Graças a Deus, uma afirmação em forma de pergunta me veio à cabeça: “porque você precisa deixar algo MATERIAL aqui?”
Seus desenhos são efêmeros.
Sua passagem por aqui também.
Tudo é efêmero.
Menos a alma.
Que é...
...um pedacinho de Deus.
Uma fração que Ele, generosamente, deixou livre.
Para voar por ai.
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