Quinta-feira venci o sono e a preguiça e fui participar de uma 'balada ilustrada' com os ilustradores Joel Lobo e Fabio Corazza, que são os criadores deste evento que acontece faz um tempo, quase semanalmente.
O local foi o "The Blue Bar", e a banda foi "Marcos Ottaviano & Kiko Moura Project".
Sonzão de primeiríssima. Até 3 guitarras rolando juntas. Animal.
Bom, acabei fazendo vários desenhos, envolvido pela música e pelo clima do lugar. Usei nanquim e marcadores.
Interessante foi notar como a percepção e a intuição vão esquentando...até o ponto em que o traço flui mais rápido que a intenção. Gostei de ter me arriscado mais nestes sketches.
Os músicos, muito simpáticos passaram por lá para bater um papo e olhar os desenhos.
Nesta página do Facebook, você encontra informações sobre o SketchJazz, e pode ver os desenhos do Fabio e do Joel.
21 agosto 2010
13 agosto 2010
Croquis rápidos com aquarela
Um post simples para dar um 'movimento' neste blog, que anda bem parado por sinal.
Fiz essa aquarela a pedido da arquiteta Sylvia Chaves. Deveria ser um desenho rápido (e foi), apenas para mostrar uma idéia geral ao cliente. Gostei do resultado, principalmente pelo 'blending' de uma vista com a outra. Ás vezes os desenhos mais simples são os que melhor vendem um projeto: sugerir, apenas, pode ser mais valioso que mostrar tudo nos mínimos detalhes.
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Ilustrações Arquitetônicas
02 agosto 2010
Sketchcrawl - Pela oitava vez
Sábado foi dia de Sketchcrawl!
Mais uma vez eu estava lá, matando um pouco as saudades de desenhar na rua.
O local escolhido foi o Parque da Juventude, onde ficava o Carandiru.
Não deu para conhecer o parque todo, pois ficamos concentrados próximos à biblioteca municipal.
Fiz poucos desenhos, e rápidos, quase preguiçosos.
Depois assisti a uma palestra com o grande Benício, um mestre da ilustração, que produziu milhares de capas de livros, cartazes de filmes e até desenhos de arquitetura. Me chamou a atenção a sua simplicidade, simpatia e o amor ao desenho. Vale a pena visitar o site dele - de cair o queixo.
Foi, como sempre, muito legal ver o pessoal reunido para desenhar.
Mais uma vez eu estava lá, matando um pouco as saudades de desenhar na rua.
O local escolhido foi o Parque da Juventude, onde ficava o Carandiru.
Não deu para conhecer o parque todo, pois ficamos concentrados próximos à biblioteca municipal.
Fiz poucos desenhos, e rápidos, quase preguiçosos.
Depois assisti a uma palestra com o grande Benício, um mestre da ilustração, que produziu milhares de capas de livros, cartazes de filmes e até desenhos de arquitetura. Me chamou a atenção a sua simplicidade, simpatia e o amor ao desenho. Vale a pena visitar o site dele - de cair o queixo.
Comecei aquecendo a mão desenhando as pessoas, e logo passei a desenhar a estação de metrô (que para mim foi o desenho que eu mais gostei). Depois fiquei um bom tempo envolvido com a perspectiva do prédio da biblioteca . Eu queria acertar o ângulo e as proporções exatamente como eu estava enxergando a cena. Tentei duas vezes, e os desenhos ficaram quase idênticos! Acho que eu precisaria ter distorcido mais. Ou ter encanado menos.
Os outros fiz à lápis, durante a palestra do Benício.Foi, como sempre, muito legal ver o pessoal reunido para desenhar.
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Urban Sketches (Sketchbook)
28 julho 2010
Sketches de Viagens
Acabei de descobrir que eu nunca postei os sketches feitos em uma viagem à Europa, no ano passado.
Antes tarde do que nunca.
Conexão em Paris:
Viena (Palácio Belverede):
Praga (Rio Vltava):
Praga (Catedral St. Vitus):
Este último me agrada bastante, por eu ter conseguido pegar toda a altura da catedral (apesar de estar muito próximo a ela), criando um ponto de fuga em cima. Como havia muita coisa pra desenhar, eu optei por deixar algumas áreas inacabadas, mas com o contorno externo resolvido.
Antes tarde do que nunca.
Conexão em Paris:
Viena (Palácio Belverede):
Budapeste (Panorama apartir de Buda, olhando para Peste):
Budapeste (Parlamento - esse virou Cartão de Natal):
Cafés:
Praga (Nossa Senhora Diante de Tyn - o nome da catedral é esse mesmo):
Praga (Catedral St. Vitus):
Este último me agrada bastante, por eu ter conseguido pegar toda a altura da catedral (apesar de estar muito próximo a ela), criando um ponto de fuga em cima. Como havia muita coisa pra desenhar, eu optei por deixar algumas áreas inacabadas, mas com o contorno externo resolvido.
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Urban Sketches (Sketchbook)
17 julho 2010
Selos - Veneza
O último da série: Veneza.
Este eu fiz menor - metade de um Arches. Esse tamanho é mais razoável de trabalhar e cabe 100% na minha mesa (!). Confesso que os dois primeiros foram um pouco angustiantes de fazer - são muitos dias de trabalho e muito planejamento. As áreas eram enormes, sendo necessário preparar baldes de tinta para fazer um céu ou uma área de vegetação. Exageros à parte, o impacto do tamanho da peça compensou o esforço e os deslizes técnicos. Um dia, enquanto pintava, pensei em uma analogia: para um selo assim, a carta precisaria ser do tamanho de um ônibus.
Voltamos à Veneza.
Veneza é fascinante mesmo. Milhões de turistas não vão para lá à toa. E apesar disso (das hordas de turistas), a cidade é muito mágica, muito linda e muito inspiradora.
Ah, quantas fotos eu pretendo transformar em pinturas!
Mas cuidado: se você for comprar um chapéu, por favor não fique querendo experimentar vários! Não tente fazer isso em alguma lojinha de mil-oitocentos-e-bolinha, cujo dono, um velho de 112 anos, interrompe bufando sua leitura pra te atender. Velho estúpido...
Voltamos ao selo.
O selo foi feito com base em uma foto minha e o carimbo mostra a data em que estive lá. O 'plus' desse, foi a bandeira de cidade.
Quero fazer mais selos, e tenho muitas idéias já. O duro vai ser arrumar uma pasta para colocá-los.
Este eu fiz menor - metade de um Arches. Esse tamanho é mais razoável de trabalhar e cabe 100% na minha mesa (!). Confesso que os dois primeiros foram um pouco angustiantes de fazer - são muitos dias de trabalho e muito planejamento. As áreas eram enormes, sendo necessário preparar baldes de tinta para fazer um céu ou uma área de vegetação. Exageros à parte, o impacto do tamanho da peça compensou o esforço e os deslizes técnicos. Um dia, enquanto pintava, pensei em uma analogia: para um selo assim, a carta precisaria ser do tamanho de um ônibus.
Voltamos à Veneza.
Veneza é fascinante mesmo. Milhões de turistas não vão para lá à toa. E apesar disso (das hordas de turistas), a cidade é muito mágica, muito linda e muito inspiradora.
Ah, quantas fotos eu pretendo transformar em pinturas!
Mas cuidado: se você for comprar um chapéu, por favor não fique querendo experimentar vários! Não tente fazer isso em alguma lojinha de mil-oitocentos-e-bolinha, cujo dono, um velho de 112 anos, interrompe bufando sua leitura pra te atender. Velho estúpido...
Voltamos ao selo.
O selo foi feito com base em uma foto minha e o carimbo mostra a data em que estive lá. O 'plus' desse, foi a bandeira de cidade.
Quero fazer mais selos, e tenho muitas idéias já. O duro vai ser arrumar uma pasta para colocá-los.
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Aquarelas,
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14 julho 2010
Selos - Saint Cirq Lapopie
O segundo "selão" que eu produzi foi da França, em uma referência a uma pequena cidade por onde passamos em 22 de setembro de 2004. Saint Cirq Lapopie é um local fabuloso: uma cidade medieval muito bem preservada, debruçada sobre um penhasco. Lapopie também é o nome da nossa gatinha persa, que chegou para nós alguns meses depois.
Vale a pena dar uma olhada no post sobre esse lugar, no meu mal cuidado blog de viagens.
Aquarela, 75x55cm.
Essa é a figurinha, meio caricaturizada.
Vale a pena dar uma olhada no post sobre esse lugar, no meu mal cuidado blog de viagens.
Aquarela, 75x55cm.
Essa é a figurinha, meio caricaturizada.
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12 julho 2010
Selos - Golden Gate
Uma dos meus passatempos preferidos quando estava na adolescência era colecionar selos. Minha amada tia passou toda a coleção dela para mim quanto eu tinha uns 12 anos. Passei muitas tardes arrumando pastas e mais pastas de selos, separando tudo por países e por temas. Milhares de selos, centenas de países diferentes. Muito legal!
Certo dia tive a idéia de juntar essa paixão com outras. Selos, desenho, aquarela, fotografia e viagem. Tudo junto, em uma folha de aquarela de 75x55cm.
O primeiro que eu fiz foi o da Golden Gate, apartir de uma foto minha. Bolei toda a composição no Photoshop, com os textos, carimbos, filete, etc.
A data que aparece no carimbo refere-se ao dia em que estive lá.
O valor do selo, 37c, é uma analogia (barata) ao ano da inauguração da ponte: 1937.
Dois detalhes:
Certo dia tive a idéia de juntar essa paixão com outras. Selos, desenho, aquarela, fotografia e viagem. Tudo junto, em uma folha de aquarela de 75x55cm.
O primeiro que eu fiz foi o da Golden Gate, apartir de uma foto minha. Bolei toda a composição no Photoshop, com os textos, carimbos, filete, etc.
A data que aparece no carimbo refere-se ao dia em que estive lá.
O valor do selo, 37c, é uma analogia (barata) ao ano da inauguração da ponte: 1937.
Dois detalhes:
Mais pra frente postarei os outros dois que eu fiz até agora.
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Estudos Pessoais
06 julho 2010
Projeto e Ilustrações de um Evento
Em fevereiro deste ano eu peguei um trabalho que foi muito interessante fazer. Fechei um pacote completo com a decoradora. Dessa forma, tive que voltar às bases, usando o Autocad para desenvolver todo o projeto apartir das diretrizes e de referências selecionadas pela decoradora.
Plantas, cortes e elevações...layout de dezenas de mesas, bares, buffets, pista de dança, cozinha, banheiros. Árvores e palmeiras ora dentro, ora fora da estrutura. Tive que resolver tudinho no Autocad primeiro, para enfim trabalhar na valorização gráfica do projeto. Fiz dois estudos diferentes.
Nesta primeira sequência, o passo-a-passo da elevação:
Usei marcadores para dar a base, e lápis de cor para os efeitos de luz. Esta é uma das duas versões do projeto.
Agora, o passo-a-passo da perspectiva, de cada uma das versões:
No caso das perspectivas optei por não fazer o fundo escuro, para enfatizar as linhas do projeto, e não carregar demais o conteúdo da apresentação.
O trabalho todo levou cerca de duas semanas para ser concluído. Apanhei bastante do Autocad, principalmente na hora de elaborar o 3D do projeto - sorte que o Marcelo meu ajudou com alguns detalhes.
Aproveito este post para apresentar o blog do meu amigo Gino Olivato, um grande expert em Mac, que recentemente colocou no ar um vídeo interessantíssimo do artista David Kassan pintando um retrato - com os dedos, em um ipad! Vale a pena dar uma olhada! Fiquei pensando que seria bem legal fazer um sketch na rua direto em um ipad...
Plantas, cortes e elevações...layout de dezenas de mesas, bares, buffets, pista de dança, cozinha, banheiros. Árvores e palmeiras ora dentro, ora fora da estrutura. Tive que resolver tudinho no Autocad primeiro, para enfim trabalhar na valorização gráfica do projeto. Fiz dois estudos diferentes.
Nesta primeira sequência, o passo-a-passo da elevação:
Usei marcadores para dar a base, e lápis de cor para os efeitos de luz. Esta é uma das duas versões do projeto.
Agora, o passo-a-passo da perspectiva, de cada uma das versões:
O trabalho todo levou cerca de duas semanas para ser concluído. Apanhei bastante do Autocad, principalmente na hora de elaborar o 3D do projeto - sorte que o Marcelo meu ajudou com alguns detalhes.
Aproveito este post para apresentar o blog do meu amigo Gino Olivato, um grande expert em Mac, que recentemente colocou no ar um vídeo interessantíssimo do artista David Kassan pintando um retrato - com os dedos, em um ipad! Vale a pena dar uma olhada! Fiquei pensando que seria bem legal fazer um sketch na rua direto em um ipad...
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Ilustrações Arquitetônicas
02 julho 2010
Livro Marcos Tomanik II
Hoje a arquiteta Sylvia Chaves me ligou para informar que o segundo livro do Marcos Tomanik, do qual participei com algumas ilustrações (veja o post anterior), já está sendo vendido na Livraria de Arte.
Aproveito para colocar aqui mais alguns desenhos que fiz para a publicação.
Aproveito para colocar aqui mais alguns desenhos que fiz para a publicação.
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Ilustrações Arquitetônicas
01 julho 2010
Indaiatuba
Este último final de semana estive em Indaiatuba, cidade agradabilíssima a 100 km de São Paulo.
Este é o Bar do Portuga, e o sketch foi feito entre alguns chopps e nacos de filet mignon.
Este é o Bar do Portuga, e o sketch foi feito entre alguns chopps e nacos de filet mignon.
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Urban Sketches (Sketchbook)
25 junho 2010
Pessoas...
Falta de tempo...estou na sétima perspectiva de um conjunto de 14 que tenho que fazer até meados de julho. Pauleira.
Hoje faço um post rapidinho, só pra não deixar esse espaço muito abandonado.
Minha dificuldade em desenhar pessoas era notória no começo - na faculdade de arquitetura pessoas se tornam simplesmente 'escalas humanas'.
Com as perspectivas tive que começar a me virar, e ai foi surgindo a necessidade de usar referências.
Esse desenho acima foi muito legal fazer, principalmente pelas referências que tive que selecionar...Uma loja de roupas íntimas no Shopping Iguatemi precisava mostrar à administração como seria o desfile de sua marca, do lado de fora da loja. Dá pra ver no desenho onde eu usei referências e onde não. Bem, na verdade há muito erros de anatomia e equilíbrio. Eu também deixava as pessoas sem rosto (que é relativamente comum em desenhos arquitetônicos), mas hoje acho isso estranho, e parecem manequins. Mesmo assim eu ainda gosto dessa imagem. Montei a perspectiva com base em uma foto do local e o arquiteto João Mansur coordenou.
Atualmente eu uso fotos coletadas na internet e 'colo' mesmo, sem dó. Não dá pra ficar especulando muito no papel e é preciso agilidade. Assim eu tiro o fundo das fotos e insiro nas montagens (no photoshop) na posição e tamanho exatos. Ai é só imprimir e passar a limpo. Às vezes fico um tempão arranjando as pessoas nessas montagens, o que é bem divertido. O cuidado que deve ter é inserir as pessoas na proporção certa.
Esse conjuntinho acima eu fiz separadamente para inserir em uma perspectiva já finalizada, como já mostrei em um post anterior.
Essas senhoritas estão desenhadas no orininal de uma perspectiva desse recente trabalho. Os rostos ainda são difíceis para eu fazer, até por causa do tamanho reduzido dos originais, mas dá pra fazer umas maracutaias no computador depois. De qualquer forma, ficam muito pequenos no contexto da imagem, então não importa muito.
Opa, o post se extendeu...escrevi demais, me empolguei.
E vamos em frente, desenhando sempre.
Hoje faço um post rapidinho, só pra não deixar esse espaço muito abandonado.
Minha dificuldade em desenhar pessoas era notória no começo - na faculdade de arquitetura pessoas se tornam simplesmente 'escalas humanas'.
Com as perspectivas tive que começar a me virar, e ai foi surgindo a necessidade de usar referências.
Esse desenho acima foi muito legal fazer, principalmente pelas referências que tive que selecionar...Uma loja de roupas íntimas no Shopping Iguatemi precisava mostrar à administração como seria o desfile de sua marca, do lado de fora da loja. Dá pra ver no desenho onde eu usei referências e onde não. Bem, na verdade há muito erros de anatomia e equilíbrio. Eu também deixava as pessoas sem rosto (que é relativamente comum em desenhos arquitetônicos), mas hoje acho isso estranho, e parecem manequins. Mesmo assim eu ainda gosto dessa imagem. Montei a perspectiva com base em uma foto do local e o arquiteto João Mansur coordenou.
Atualmente eu uso fotos coletadas na internet e 'colo' mesmo, sem dó. Não dá pra ficar especulando muito no papel e é preciso agilidade. Assim eu tiro o fundo das fotos e insiro nas montagens (no photoshop) na posição e tamanho exatos. Ai é só imprimir e passar a limpo. Às vezes fico um tempão arranjando as pessoas nessas montagens, o que é bem divertido. O cuidado que deve ter é inserir as pessoas na proporção certa.
Esse conjuntinho acima eu fiz separadamente para inserir em uma perspectiva já finalizada, como já mostrei em um post anterior.
Essas senhoritas estão desenhadas no orininal de uma perspectiva desse recente trabalho. Os rostos ainda são difíceis para eu fazer, até por causa do tamanho reduzido dos originais, mas dá pra fazer umas maracutaias no computador depois. De qualquer forma, ficam muito pequenos no contexto da imagem, então não importa muito.
Opa, o post se extendeu...escrevi demais, me empolguei.
E vamos em frente, desenhando sempre.
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13 junho 2010
Viagem ao Chile - Desenhos com marcadores.
Mais dois sketches feitos na viagem, em Santiago.
Como havia levado meus marcadores (markers), me sentia na obrigação de usá-los pelo menos um pouco!
O primeiro sketch é um detalhe da bela Estação Central de Santiago, que diziam ser projeto de Gustave Eiffel, informação não mencionada nessa página oficial, embora a estrutura tenha sido executada por uma companhia francesa, no final do século XIX. De qualquer forma é um belo edifício, com uma ampla cobertura metálica cheia de detalhes construtivos interessantes, inclusive dois dragões que dão às costas para o relógio central. Falando em tempo, tive apenas uns 15 minutos para fazer este desenho - enquanto minha mulher me trazia um chapéu para eu experimentar ali mesmo, garimpado nos camelôs do local.
Bom, não fiquei muito satisfeito com o sketch e tão pouco consegui comprar o bendito chapéu (um desejo antigo meu). Adicionei o tom de verde (celadon) e cinzas (warms e cools) depois. Salve os marcadores!
O segundo sketch foi muito legal de fazer. Fomos todos visitar um parque em uma área afastada do centro de Santiago, com o intuito de conhecer um museu de locomotivas. O lugar é fantástico, com locomotivas de todos os tipos e épocas, em um cenário bem agradável: em meios às árvores e a céu aberto. Lindo. Um parque de diversões para adultos (as crianças devem gostar também...hehe).
Depois de tirar uma pancada de fotos, peguei o caderno e sentei na grama úmida e gelada para fazer um sketch. Como estavam todos cansados, tive um pouco mais de tempo nesse. Devo ter levado entre 30 e 45 minutos para fazer - não sei bem ao certo.
O que sei é que fiquei feliz com o resultado porque consegui representar a locomotiva inteira (coube no papel, eh!) e ainda deu tempo de adicionar algumas cores. Achei interessante não completar todo o colorido, preservando assim um pouco dos dois momentos do desenho - a base de nanquim e o acabamento com os marcadores. Passei a refletir sobre isso quando percebi que alguns desenhos perdiam expressão quando ficavam com a aparência de arte-final.
É isso, fim da viagem. Oitocentas fotos e alguns sketches depois...interessante como poucos desenhos contam muito mais histórias para mim (mesmo eu adorando fotografia) e tem muito mais 'valor agregado' (ah, o linguajar corporativo...) que centenas de fotos. Eu ainda faço muito mais fotos que desenhos, mas acho que isso mudará. No museu das locomotivas por exemplo - eu quis ver todas elas, e tirar fotos de todas (ansioso eu?) mas tive tempo para fazer apenas um sketch. Podia ter tirado 10 fotos em vez de 50 e fazer 5 desenhos em vez de apenas 1.
Imagine não levar uma máquina fotográfica em um viagem, e sim apenas o sketchbook? Será que eu conseguiria?
Ah, eu consegui comprar o chapéu depois, no último dia da viagem. Basta saber se conseguirei usá-lo aqui em São Paulo.
Como havia levado meus marcadores (markers), me sentia na obrigação de usá-los pelo menos um pouco!
O primeiro sketch é um detalhe da bela Estação Central de Santiago, que diziam ser projeto de Gustave Eiffel, informação não mencionada nessa página oficial, embora a estrutura tenha sido executada por uma companhia francesa, no final do século XIX. De qualquer forma é um belo edifício, com uma ampla cobertura metálica cheia de detalhes construtivos interessantes, inclusive dois dragões que dão às costas para o relógio central. Falando em tempo, tive apenas uns 15 minutos para fazer este desenho - enquanto minha mulher me trazia um chapéu para eu experimentar ali mesmo, garimpado nos camelôs do local.
Bom, não fiquei muito satisfeito com o sketch e tão pouco consegui comprar o bendito chapéu (um desejo antigo meu). Adicionei o tom de verde (celadon) e cinzas (warms e cools) depois. Salve os marcadores!
O segundo sketch foi muito legal de fazer. Fomos todos visitar um parque em uma área afastada do centro de Santiago, com o intuito de conhecer um museu de locomotivas. O lugar é fantástico, com locomotivas de todos os tipos e épocas, em um cenário bem agradável: em meios às árvores e a céu aberto. Lindo. Um parque de diversões para adultos (as crianças devem gostar também...hehe).
Depois de tirar uma pancada de fotos, peguei o caderno e sentei na grama úmida e gelada para fazer um sketch. Como estavam todos cansados, tive um pouco mais de tempo nesse. Devo ter levado entre 30 e 45 minutos para fazer - não sei bem ao certo.
O que sei é que fiquei feliz com o resultado porque consegui representar a locomotiva inteira (coube no papel, eh!) e ainda deu tempo de adicionar algumas cores. Achei interessante não completar todo o colorido, preservando assim um pouco dos dois momentos do desenho - a base de nanquim e o acabamento com os marcadores. Passei a refletir sobre isso quando percebi que alguns desenhos perdiam expressão quando ficavam com a aparência de arte-final.
É isso, fim da viagem. Oitocentas fotos e alguns sketches depois...interessante como poucos desenhos contam muito mais histórias para mim (mesmo eu adorando fotografia) e tem muito mais 'valor agregado' (ah, o linguajar corporativo...) que centenas de fotos. Eu ainda faço muito mais fotos que desenhos, mas acho que isso mudará. No museu das locomotivas por exemplo - eu quis ver todas elas, e tirar fotos de todas (ansioso eu?) mas tive tempo para fazer apenas um sketch. Podia ter tirado 10 fotos em vez de 50 e fazer 5 desenhos em vez de apenas 1.
Imagine não levar uma máquina fotográfica em um viagem, e sim apenas o sketchbook? Será que eu conseguiria?
Ah, eu consegui comprar o chapéu depois, no último dia da viagem. Basta saber se conseguirei usá-lo aqui em São Paulo.
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