15 dezembro 2018

Hungary Trip - Szent István-bazilika

As I mentioned on my last post, I was working on the drawing of the basilica...It took me a few days to finish it, working bit by bit, very slowly. I just love to develop pencil drawings like that.
It's interesting to imagine I start the drawing on the spot exactly 2 months ago.



09 dezembro 2018

Hungary Trip VI - Szent István

My point of view
No dia seguinte fui até o centro de Budapeste para desenhar a Basílica de Santo Estevão, ou Szent István. Nascido em Esztergom no ano de 975, Szent István é considerado o primeiro rei da Hungria, tendo sido coroado no ano de 1000. Morreu em 1038 e foi canonizado em 1083.
A construção da basílica teve início em 1851, pelas mãos do arquiteto József Hild, e somente foi finalizada em 1905, já sob direção de outro arquiteto.
Assim que cheguei, me posicionei em um dos extremos da esplanada em frente ao edifício. Enquanto realizava o desenho, observava os primeiros movimentos do restaurante em cuja parede eu recostava: a calçada lavada, mesas e cadeiras postas, e assim em diante. Fui simpático com os garçons, que retribuíram me oferecendo uma cadeira. Claro, pedi um café em seguida e acabei almoçando por lá mesmo. Ali comi uma das melhores sobremesas do mundo: a somlói galuska, uma espécie de pavê.



Step-by-step of the drawing (I will post a final version later on)

Fiz o desenho seguindo uma abordagem mais pictórica, adicionando camadas de lápis grafite pouco a pouco, a partir do topo do domo. Desenhei por 2 horas ou mais.
Após o almoço iniciei meu percurso de volta à Budakeszi, onde me encontraria com Cecilia para, juntos, darmos uma aula de desenho para seus alunos, em um curso regular de arte que ela oferece para crianças.
Para mim, foi uma experiência nova trabalhar com crianças. E foi uma ótima oportunidade.

Negative space of a leaf
Cecília me apresentou e então nos dividimos em dois grupos. Eu fiquei com as crianças mais velhas (entre 9 e 12 anos, imagino), para poder falar em inglês. Fizemos inicialmente um jogo de desenho cego de retratos. Em seguida, explicamos às crianças o conceito de 'espaços negativos', usando folhas de árvores.
Mais tarde fomos à rua desenhar! Eu fiz uma rápida demonstração de como desenhar uma casa de esquina, falando sobre ângulos e formatos, enquanto Cecilia me ajudava e traduzia para elas. Então era a hora das crianças praticarem!
Para nossa satisfação elas se divertiram bastante! E para nossa grata surpresa, muitas delas compreenderam os conceitos e fizeram desenhos ótimos. Algumas capturaram, com uma impressionante dose de acerto, as convergências formadas pelas linhas retrocedentes, sem que tivéssemos mencionados questões técnicas de perspectiva, obviamente. Algumas atingiram ainda resultados pictóricos...Foi incrível.

Drawings of the kids - impressive!

Urban Sketching for children!
Mais tarde nos reunimos na casa de Cecília novamente para falarmos sobre os resultados. As crianças estavam super animadas e assim também ficaram os pais que as vinham buscar pouco a pouco.

Cecilia talking about the results with the kids
No dia seguinte fiquei radiante ao saber que algumas delas ficaram desenhando sozinhas por horas em suas casas...
Essa oficina foi um dos melhores momentos que eu tive na viagem.

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Good company for a sketch
On the next day I went by my own to Budapest, to sketch the St. Stephen Basilica.
Born in Esztergom in 975, St. Stephen is considered the very first king of Hungary, being crowned in 1000. He died in 1038 and was canonized in 1083.
The basilica construction began in 1851, under the architect József Hild's direction. It was not completed until 1905.
As soon as I arrived I found a spot across the square, against to a restaurant wall. As I sketched I watched the restaurant waking up, from the guys washing the sidewalk to the ones who organized the tables. As they offered me chair, I asked for a latte. The were nice with me, letting me staying the whole time there, and I eventually had lunch in the place.
As for the drawing, I approached the subject painterly, using graded pencils, from top down.
I spent more than 2 hours, sketching it very slowly.
After having the most delicious dessert - a somlói galuska - I returned to Budakeszi, where met Cecilia. She had invited me to join her art class she teaches every Monday, at her own house. It was the first time I taught to children, and it was a great and rich opportunity.
We split the group in half so I stayed with the old ones - from 9 to 12 years old (I suppose), so I could speak in English. First, we did a blind-drawing portraits game. Then we explained the concept of negative spaces, using leaves - they should paint the negative space of them, which they seemed to understand.

Great moment, surrounded by kids!
After that, we went to the street and I did a quick demonstration of how to draw a house while Cecilia helped me translating to the kids. It was then time to practicing!
For our delight, the kids had a lot of fun. But, what impressed us the most was that some of the kids made really good drawings! Some even got the perspective correctly - in a total intuitive way of course. It was interesting to see them expressing themselves in each particularly way. I was amazed to see even some painterly drawings!
Later on we talked about the results at Cecilia's place. The children were really excited and so were their parents, as they arrive to take them back home.
The next day I was pleased to learn that some of kids spent hours drawing by their own at home...
This workshop was one of the high lights of my time in Hungary.
Kids having fun


28 novembro 2018

Hungary Trip V - Urban Sketchers, Shiva, and Harry Potter

Amanheceu um belo dia em Budapeste, naquele domingo 14 de outubro. Haveria um encontro do grupo Urban Sketchers Budapest pela manhã, em um pequeno museu na Andrássy Ut. Era uma boa oportunidade para eu desenhar e conhecer os sketchers da cidade.
O museu Ferenc Hopp é especializado em arte asiática e havia uma mostra com peças relacionadas ao papel das mulheres e divindades femininas na India, bastante interessante. Fiz apenas dois desenhos, sendo um deles o da deusa Shiva.

A grande maioria das pessoas escolheu desenhar no jardim do museu. Eu me juntei ao grupo, fazendo o desenho de um portal oriental (não sei de que procedência) misturado ao desenho anterior, ou seja, na mesma página. Achei interessante a existência dos dois círculos entrelaçados no desenho.
Ao final do encontro, Cecilia me apresentou ao grupo e eu pude falar um pouco sobre o workshop que daríamos ao final do mês.
Após o almoço, me dirigi sozinho à Hősök tere, ou Praça dos Heróis, ao final da Andrássy Ut. 
É um belíssimo espaço urbano, em cujo centro encontra-se o Monumento do Milênio, que foi erguido em comemoração aos mil anos de história da nação (comemorado oficialmente em 1896). A construção do conjunto arquitetônico e escultórico levou mais de 10 anos para ser finalizada, e ocorreu concomitantemente com a construção da primeira linha de metrô de Budapeste e dos dois museus que margeiam a praça. Vale a pena ver as esculturas em detalhes nesta página.
Após a conclusão do desenho à lápis, tive a ideia do fundo formado pelo céu inscrito em um círculo, inspirado pelo design da página oposta. A execução não ocorreu conforme eu esperava...uma gota escorreu da borda do círculo e percorreu o papel, sob meu olhar pasmado, até o limite da folha (evidentemente eu estava pintando com o caderno virado de cabeça para baixo). Pensei em intervir no momento, secando a gota com um papel mas, por algum motivo, não fiz nada. E assim ficou.

Mais tarde tive que voltar ao museu para recuperar um livro do Harry Potter que a Cecilia havia esquecido em um dos lockers. Tentei explicar em inglês, mas a senhora da recepção não fez a menor questão de me ajudar. Fechou a cara e apenas dizia 'tomorrow', 'tomorrow'...Tive que ligar para a Cecilia na hora e a colocar para falar com a mulher. Enfim, problemas de linguagem à parte, tudo resolvido.
Voltei à praça e, um pouco mais adiante, fiz um outro desenho: o castelo de Vajdahunyad fica à beira de um lago, o que por si só proporciona uma bela cena. Foi construído à mesma época do Monumento do Milênio, ou seja, no século XIX. É um pastiche de diversos estilos arquitetônicos, copiados de construções históricas existentes ao redor da Hungria (no desenho vemos sua porção gótica), mas não deixa de ser muito interessante para ser desenhado.
Ao fim do dia, tomei direção rumo à Budakeszi. Eu estava contente e agradecido pela Cecilia me hospedar em sua casa - ao chegar, dei-lhe um forte abraço.

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It was a beautiful day in Budapest that Sunday, October 14. On the morning, there was a meeting of the Urban Sketchers Budapest group at a small museum in Andrássy Ut. It was a good opportunity for me to draw with and meet the sketchers of the city.
The Ferenc Hopp museum is specialized in Asian art and there was a showcase with pieces related to the role of women and female deities in India. It was quite interesting. I made only two drawings, one of them being that of the goddess Shiva.
Most sketchers chose to draw in the garden of the museum. I joined the group later, making the drawing of an eastern portal, which I mixed with the previous drawing – I mean I drew them both on the same page. I found the two circles interlaced in the drawing quite interesting
At the end of the meeting, Cecilia introduced me to the group and I was able to talk a bit about the workshop me and her would give at the end of the month.



After lunch, I went alone to Hősök tere, or Heroes' Square, at the end of Andrássy Ut.
It is a beautiful urban space, at the center of which is the Millennium Monument, which was erected in celebration of the nation's thousand years of history (officially commemorated in 1896). The construction of the square and its many beautiful statues took more than 10 years to be finished. It is worth to see the statues in detail on this page.

As I was finishing the pencil drawing, I had the idea of ​​the background with the circled shape of the sky, inspired by the design of the opposite page. The execution didn’t happen as I expected ... a drop of paint trickled from the edge of the circle and ran through the paper (obviously I was painting with the sketchbook turned upside down). Not such a big deal, but it bothered me a little. I thought to do something like drying it out with a piece of paper, but for some reason I didn’t do anything - just watched it. And so, it remained like that.

Later, I had to go back to the museum to get a Harry Potter book that Cecilia had forgotten in one of the lockers. I tried to explain in English, but the lady at the front desk did not care to help me. She just kept saying 'tomorrow', 'tomorrow' ... I had to call Cecilia and put her to talk to the woman. Anyway, language problems aside, all solved.


I finally returned to the square and made another drawing: Vajdahunyad castle is on the edge of a lake. It was built at the same time as the Millennium Monument, in the 19th century. It is a pastiche of several architectural styles, copied from historical constructions existing around Hungary (in the drawing we see its Gothic portion), but it is still very interesting to be drawn.

At the end of the day, I made my way to Budakeszi. I was glad and grateful for Cecilia to host me at her house - on arrival, I gave her a warm hug.


24 novembro 2018

Hungary Trip IV - Babka


Meu terceiro dia na Hungria começou cinzento, mas aos poucos foi ganhando cores e se alegrando.
Caminhamos pela floresta, subindo vagarosamente o monte János-Hegy em direção à Budapeste. Era sábado e o parque na colina estava repleto de gente. A temperatura estava muito agradável: uma raridade, segundo me falaram, para um mês de outubro.
Em Budapeste conheci um bairro bastante interessante, com muitos prédios residenciais, todos alinhados à calçada, com uma agradável concentração de restaurantes e cafés. Me lembrou algumas áreas de Buenos Aires e talvez um pouco o bairro de Higienópolis, em São Paulo.



Almoçamos em um ótimo restaurante, caminhamos pela cidade e desenhamos descompromissadamente - coisas aleatórias jogadas no sketchbook, quase preguiçosas.
Exatamente 30 dias depois eu retomei essa página, adicionando mais alguns desenhos com base em fotografias que eu tirei: foi o caso das placas de rua, e das alegorias escultóricas ao pé da página, que encontrei acima do portal da entrada de um edifício.

Esse tipo de 'intervenção' no sketchbook, feita em casa, era quase ultrajante para mim no passado, segundo uma regra autoimposta: "jamais mexa em um desenho ou em uma página após deixar o local".
Bem, eu flexibilizei essa regra, assim como tenho tentado ser mais flexível comigo mesmo (tarefa difícil).
Ao final das contas, eu gosto mais da página assim. E o que é mais importante: eu me diverti desenhando em casa, revivendo um pouco mais desse adorável dia em Budapeste.

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My third day in Hungary started gray, but little by little was getting colors and becoming happier.
We walked through the forest at János-Hegy, the hills that limit the city of Budapest on East.
It was a gorgeous sunny day! The park up the hill was crowded with Budapest citizens, who were enjoying a little bit more of the pleasant temperatures of the mid-season.
I got to know a nice neighborhood in town, with plenty of restaurants and cafes, which reminded me Buenos Aires.


We had lunch at a good restaurant, wandered around and sketched really relaxed - random small drawings on a casual sketchbook page.
Exactly thirty days later, back at home, I added a few more drawings, like the street signs and the figures on the bottom of the page, some things I selected from the photos I took that day.
Such intervention on a sketchbook was forbidden in the past - a self imposed rule. I am more flexible with myself nowadays :)
Anyways, I like the page as it is. And I enjoyed doing it, which is more important, reviving that lovely day in Budapest.


21 novembro 2018

Hungary Trip III - Mátyás Templom

Szia!
Meu segundo dia na Hungria começou na cidade de Budakeszi, onde eu estava hospedado, na casa da minha amiga Cecilia. Essa pequena cidade encontra-se separada de Budapeste pela serra de János-hegy, porém a distância entre ambas não é maior que 20km, de carro ou transporte público.
Cecilia e eu tivemos a tarde livre para desenhar, e assim escolhemos o Distrito do Castelo.

Mátyás Templom

"Esta Igreja é o coração do país, tendo preservado este nobre papel durante todo o curso da história. Aos pés de Maria, nesta igreja, repousa toda a história húngara, com todo o seu esplendor e obscuridade, graça e amargura, alegrias e tristezas, virtudes e maldades, apogeu e caos."

Essas palavras de József Mindszenty resumem bem a história milenar desse templo que foi consagrado no ano de 1.015, por St. István, o fundador da nação húngara.

Mátyás Templom é hoje, na verdade, o resultado de inúmeras construções e reconstruções que se acumularam com os séculos. O que se vê hoje é, em grande parte, o seu feitio gótico do século XIV, somadas as interferências realizadas em um grande processo de renovação realizado entre 1873 e 1896, pelo arquiteto Frigyes Schulek.
Apenas para citar alguns acontecimentos históricos que testemunhou, a igreja foi transformada em mesquita durante a invasão turca, no século XVI. Foi severamente danificada na 2º Guerra Mundial, servindo como acampamento e estábulo dos exércitos alemão e soviético.
Após a 2º Guerra passou por longo processo de restauração entre 1950 e 1970 e depois entre 2006 e 2013.

De sua fachada oeste, retratada em meu desenho, destacam-se três partes distintas: a "King Béla Tower", encimada pelo telhado colorido, o corpo central com frontão triangular e rosácea, além da torre sudoeste, com 78 metros de altura. Um fato curioso é que a rosácea foi 'encontrada' pelo arquiteto Frigyes, entre as camadas de pedras da parede, durante a renovação do século XIX.

No desenho, em primeiro plano, temos também a Coluna da Santíssima Trindade, erguida em 1709 para celebrar o fim da Peste Negra que assolou Budapeste em duas ocasiões.

Eu fiz o desenho inteiramente no local. A cor alva da fachada ganhou tons alaranjados com o cair da tarde, assim como céu tingiu-se de um tom rosado. Interessante como um desenho captura a passagem do tempo, e portanto nem sempre é coerente com a realidade, nesse sentido. Luzes, sombras e cores podem não estar em perfeita sincronia, embora exatamente reside ai, a beleza e espontaneidade do desenho urbano: no imprevisível.


My second day in Hungary started in the small city of Budakeszi, at Cecilia's place, where I was staying for a few days. Budakeszi is only 20 km far from Budapest's city center by car or public transportation.
Cecilia and I had some free time in the afternoon for sketch. We chose the Castle District, up in the hill.

Mátyás Templom

"This Church is the heart of the country, having preserved this noble role all through the course of history. At Mary's feet, in this church, lies the whole Hungarian history, with all its shine and dull, bright and bitter cold, joy and sorrow, virtue and evil, zenith or turmoil."

These words from József Mindszenty sum up really well the milenar history of this temple, which was consagrated in 1015 by King St. Stephen, the founder of the Hungarian nation.

Mátyás Templom we see nowadays is the result of centuries of constructions and renovations. Its Gothic features were regained in the XIX Century, under a big renovation process, led by the architect Frigyes Schulek, who also add his own design to the building as seen in the south tower.

In my drawing you can see the three different portions of the west facade: the Bela Tower with its colored tiles, the central portico with the rose window and the 78 meters south tower. In front of the church there is the Column of the Holy Trinity (1709) which celebrates the end of the Black Plague.

The almost white facade got an warmer color as the sun was setting, as well as the sky on the horizon.
It's interesting to see that a drawing sometimes shows the passage of time, even inconsistently. Not always shadows or colors are 'correct'. They change all the time in the real world, and so our drawings reflects that. And this is where the beauty of drawing on location actually lies on. On the unpredictable.

19 novembro 2018

Hungary Trip II - Szeged

No meu primeiro dia na Hungria, conheci a cidade de Szeged, distante 160km da capital Budapeste. Fui para acompanhar minha amiga que tinha uma reunião na cidade. O percurso de trem durou cerca de 2 horas.
Embora seja a terceira maior cidade do país, Szeged tem apenas 160.000 habitantes. A cidade me pareceu muito bem cuidada e bastante tranquila. Por ser uma cidade universitária, tem um clima bacana, com muitos jovens circulando pelas ruas.

Fiz um longo e tranquilo desenho da catedral da cidade - Fogadalmi templom - em estilo neorromânico, construída entre 1913 e 1930.
Achei particularmente interessante o contraponto das duas torres de 91 metros de altura com o corpo mais baixo da nave. É toda em tijolo com faixas horizontais e verticais brancas. Destaca-se o batistério Dömötör adjacente, muito mais antigo.
Mais tarde, encontrei minha amiga e jantamos na cidade. Tirei algumas fotos da catedral lindamente iluminada à noite.
O retorno à Budakeszi (onde minha amiga mora) foi longo e um pouco cansativo, mas a visita a essa cidade valeu muito a pena!




On my first day in Hungary, I visited the city of Szeged with my friend, who had a meeting there.
Szeged is located 160km from Budapest and the train ride took about 2 hours.


With 160,000 inhabitants, Szeged is the third largest city in the country. It seemed to me a very well-kept and quiet city. Being a university city, it has a nice atmosphere, with many young people around.
I made a long and quiet drawing of the city's cathedral - Fogadalmi templom. This neo-Romanesque style cathedral was built between 1913 and 1930.


I found the strong contrast of the two 91-meter-high towers with the lowest body of the nave particularly appealing. The facades are covered with brick with horizontal and vertical white stripes. It stands out the adjacent baptistery Dömötör, much older than the catedral.

Later, I met my friend and we had dinner in the city. Before heading to the train station, I took some pictures of the beautifully lit cathedral at night.

The return to Budakeszi (where my friend lives) was long and a bit tiring, but this quick trip to Szeged totally worth it!

17 novembro 2018

Hungary Trip I - Jó napot!

Jó napot!

Pelas próximas semanas, postarei alguns desenhos e contarei algumas histórias da minha recente viagem à Hungria. Espero terminar esse pequeno 'projeto', muito embora devo confessar que dificilmente eu consigo manter uma disciplina e chegar até o fim, como foi o caso da viagem de Porto, em julho deste ano. Veremos o que posso fazer. Essa viagem tem um apelo maior, já que tenho um carinho especial por esse país e pela história da minha família, cuja origem é húngara (pelo lado materno).

Como falei anteriormente, neste post, meus avós e bisavós eram húngaros.
Pude, ao longo dos últimos meses, resgatar um pouco sobre a história deles. Na verdade, esse interesse nasceu ainda quando minha vó era viva. Respondendo à minha curiosidade, certo dia (em 2008) ela me trouxe uma caixa repleta de fotografias e documentos da família. Eu fiquei fascinado com tudo aquilo. Fiz muitas perguntas, anotei muitas coisas, pesquisei na internet à época e comecei a digitalizar esse material. Descobri, por exemplo, que apesar da região onde nasceram pertencer à Hungria (mesmo no passado), eles eram mais ligados à cultura Eslovena que à Húngara.

Muitos anos se passaram até que esse interesse veio à tona novamente, impulsionado pela possibilidade de visitar o país e explorar esse passado! Muito entusiasmado, fui com o coração aberto, e a curiosidade transbordando.
Eu tive a ajuda de algumas pessoas queridas, incluindo minha prima Marcia, que visitou a Hungria anteriormente e da minha amiga Cecilia, artista e sketcher húngara que conheci em 2011, no simpósio de urban sketchers de Lisboa.

Então -  apenas para introduzir o assunto da história familiar -  meus bisavós e avós nasceram na região de Vendvidék, no oeste da Hungria, muito próxima à fronteira da Eslovênia e Austria, no condado de Vas.
Vendvidék é o 'país dos Vendek', ou a 'Região Eslovena do Rio Raba'. 'Wend', em alemão significa 'forasteiro', ou 'estrangeiro', e designava o povo de origem eslava vivendo à leste do território germânico. O termo continuou designando, da mesma forma, o povo esloveno que passou a viver na região, trazidos por monges francos de Szentgotthárd, para ocupar e trabalhar a terra.
Os "Vendek" (o povo, palavra húngara no plural) tem sua própria identidade, cultura e língua. Minha vó (até onde sei) falava "Vend", um dialeto que mistura esloveno e húngaro.
Vendvidék compreende a área ao sul de Szentgotthárd, e à oeste de Orség, um parque nacional, repleto de florestas preservadas, região pontuada por inúmeros vilarejos.
A região de Vendvidék, propriamente dita, tem 7 vilarejos. Minha família tem origem em 4 deles: Felsőszölnök, Kétvölgy, Orfalu and Szakonyfalu. Os outros 3 vilarejos são Alsószölnök, Apátistvánfalva and Rábatótfalu. Falarei de cada um deles mais pra frente. Claro que visitei e desenhei em todos (exceto em Rábatótfalu). A cidade de Szentgotthárd também tem estreita ligação com os Vendek (inclusive tenho familiares vivendo lá, como eu iria descobrir ao longo da viagem!).

Essas informações foram estudadas no site Vendvidék.com, um projeto pessoal dos queridos Tibor Horvat e Joël Gerber, que vivem em Szentgotthárd e que tive o prazer de conhecer pessoalmente. Eles estudam o assunto há anos e estão sempre interessados em ajudar.

Abaixo, uma página dupla do meu sketchbook com dois mapas. à esquerda, o mapa da Hungria, onde pontuei as principais cidades, os dois principais rios (Danúbio, ou "Duna" e o Tisza), além do lago Balaton. Também está destacada a pequena região que mencionei acima, cujo ampliação vê-se no mapa da direita. Neste mapa, estão destacadas os principais vilarejos da região e os sobrenomes da minha família, que podemos dividir em 5 'braços': Bajzek, Trajber, Rákár, Mesics e Majczán.

Em breve postarei os primeiros desenhos da viagem.

Espero que você goste de viajar comigo!






For the next weeks, I'll be posting my drawings and telling some stories about my recent trip to Hungary. I hope I'll be able to finish this small project as I usually post just a few of each trip. For example, I have a lot more drawings from the Porto symposium yet to post. Anyways...let's see what I can do.

As I told before, my great-grandparents and grandparents (from my mother side) were born in Hungary.  Over the past few months, and mostly during the trip, I could trace back their roots. Actually, this little research started in 2008, when my grandmother was still alive. Back then, as she realized I was curious about her history, she gave me a box full of pictures and documents. I started scanning all of this material, and taking some notes about things she said.

This curiosity came back again recently, with the possibility to visit Hungary and explore this past! I took this chance with my heart and my mind open. I was helped by some people, including my cousin Marcia and my Hungarian friend Cecilia, artist and sketcher I met in 2011, at the Lisbon Urban Sketchers Symposium.

So, my Hungarian ancestors were born in a region called 'Vendvidék', in the western Hungary, near the Slovenian and Austria border - at the Vas County. 
Vendvidék is the 'country of the Vendek' or the 'Slovenes Raba Region' (Raba is a river). 'Wends' is a German word for "foreign".
The history of these people goes back hundreds of years. They have their own culture, language and identity. My grandmother used to speak 'Vend' (the language), which is a mixture of Slovenian and Hungarian. 
Vendvidék  is geographically connected to the Orség National Park in Hungary, a beautiful and picturesque region covered with forests and splattered with small villages.
There are 7 villages in Vendvidék itself. My family lived in four of them: Felsőszölnök, Kétvölgy, Orfalu and Szakonyfalu. The other three are: Alsószölnök, Apátistvánfalva and Rábatótfalu. Szentgotthárd has also straight connection with this culture. I visit (and sketched) all of them, except Rábatótfalu.

These information were collected at the Vendvidék.com, a website which belongs to Tibor Horvath and Joël Gerber, whom I have the pleasure to meet in person in Szentgotthárd, where they live. They were very thoughtful and willing to help.

Bellow, you'll see a spread of my sketchbook, with two maps I did at home. The first one is the map of Hungary, showing the main cities, the two most important rivers - Danube and Tisza and the lake Balaton. It is also marked the region I mentioned above (on the left). The region is featured on the other map, which shows the villages and the names of my ancestors (there were 5 'branches: Bajzek, Trajber, Rákár, Mesics and Majczán).





















I hope you enjoy taking this trip with me!

(Next, the first sketches of the trip).

11 novembro 2018

Graphite is the Matter in Budapest - Results

The group at the end of the workshop. (Picture by Jakab Erdely)
Após cerca de um mês desde o último post, quando anunciei meu workshop em Budapest, estou aqui para compartilhar minhas impressões sobre a realização do mesmo. Na verdade, tenho muito a compartilhar sobre minha recente viagem à Hungria, mas vou começar pelo workshop, que aconteceu no último dia 28 de outubro.
O local escolhido para o workshop foi ótimo, com uma boa oferta de temas apropriados para a abordagem de lápis e massas. Fui ao local, na Kossuth Lajos utca com Ferenciek Tere, duas vezes antes da data da realização, a fim de estudar os temas, ângulos, movimento do local e alternativas em caso de chuva.

Our subjects
Na primeira vez que fui estava um frio quase insuportável, e ainda garoava em alguns momentos. Mas havia uma arcada onde poderíamos ficar em caso de chuva, o que me deixou aliviado. Voltei novamente no outro dia, bem mais agradável e seco, o que me possibilitou progredir nos estudos. Encontrei um tema para o inicio do workshop, onde os alunos deveriam fazer uma leitura da silhueta de uma igreja, não pelo contorno, mas pela sua massa visual. O tema para o estudo principal seria o belo e rebuscado edificio "Párisi Udvar". Felizmente a escolha dos temas foi bastante apropriada.
No domingo, dia 28, o tempo estava firme! Felizmente.
Foram ao todo 20 participantes, um número expressivo que me deixou bastante contente e animado.
Comecei falando sobre meu trabalho, sobre desenho urbano e sobre o grupo Urban Sketchers, o qual muitos já conheciam sendo frequentadores do grupo na cidade. A minha amiga Cecilia Simonyi fez a tradução e mais que isso, me ajudou bastante, já que é artista e urban sketcher.
Was I reciting a poem? Praying for inspiration? Singing? (Picture by Jakab Erdely)
Em seguida fiz uma rápida demonstração, falando sobre os materiais e sobre o primeiro exercício.
Todos pareceram entender bem, pois 'pegaram' a ideia desde o inicio. Alguns comentaram sobre a dificuldade de evitar a linha de contorno, fato muito natural dada a forma como todos aprendemos a representar o mundo físico, quando crianças e mesmo em nosso desenvolvimento artístico posterior.

First exercise going on. (Pictures by Cecilia Simonyi)

Em seguida, fiz uma nova e rápida demonstração da abordagem do 'Párisi Udvar', e os alunos enfim tiveram até o fim da aula para trabalhar nesse tema, com minha assistência e de Cecilia.
Talking about the results. (Picture by Jakab Erdely)

Ao final, espalhamos os cadernos pela calçada e avaliamos os resultados. Eu sempre convido os participantes a comentar seus próprios trabalhos e se quiserem, os dos colegas.

Same subject, same approach, same technique - 20 different works. (Picture by Cecilia Simonyi)

Essa foi uma das aulas que eu mais gostei de realizar. Foi intensa e produtiva e acho que houve uma troca incrível com os participantes. Foi um momento muito especial para mim, realizar um workshop de desenho em Budapeste, capital do país de origem da minha família.

Muito obrigado Budapeste!
Köszönöm szépen!


Conheça o belo trabalho de ilustração de Cecilia Simonyi em seu website.

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On October 28, I taught the workshop "Graphite is the Matter" in Budapest, as announced.
I have plenty of stories and drawings to share about my recently trip to Hungary, but I'm starting with this workshop.
The workshop was planned by me and the local artist and friend Cecilia Simonyi. It was approved as an official Urban Sketchers workshop and it also had local support by Usk Budapest.
The workshop location, at Kossuth Lajos U and Ferenciek Tere, was a great choice. It had some interesting subjects for a painterly approach with graphite.

I went to the spot twice before it happened to study the location, its subjects, possible angles and alternatives in case of rain.
On the first day, the weather was challenging. It was very cold and wet, which forced me to work quickly and to stop for a coffee nearby. At least, I was relieved as I noticed the existence of a loggia where we could be sheltered in case of bad weather on the day of the workshop.
I came back on the the next day. As the weather improved, I worked peacefully on a few pieces for the demos. I could finally feel well prepared - it was the same feeling of teaching at an Urban Sketchers symposium.
On Sunday morning, the day of the workshop, the weather was just perfect for teaching and drawing.
I started talking about my own work, about urban sketching and the Urban Sketchers organization itself. Cecilia assisted me, and did the translation to Hungarian.
Then, I did a quick demo showing the first exercise, taking the opportunity to talk about the materials and pencil technique themselves.
Everyone seemed to grasp the idea of working with masses, looking at the whole visual mass of the subject, trying to avoid doing contour lines.
After everyone finished I did another quick demo showing how to proceed next. I remember some participants asking what the "next steps" were. I showed then how to keep focusing on the masses, improving the general composition whilst adding smaller shapes for windows, doors, building ornaments, people and so on.
At the end, we put all the drawings on the ground and shared the impressions of the technique, approach and results. People were happy with the experience and so was I!

I honestly believe it was one on the best workshops I've ever taught. It was very productive and the group was eager to learn and to try this approach. For me it was really special teaching at Hungary, the country where part of my family came from!

I'd like to thank Cecilia for her assistance and to help me making this workshop happen. I'd also want to thank Urban Sketchers and Urban Sketchers Budapest!

Köszönöm szépen!

Get to know the beautiful work by Cecilia Simonyi on her website.

Relaxing after the workshop, taking a look at some of my drawings. (Picture by Cecilia Simonyi)
"I'd like to introduce you the kneaded eraser!" (Picture by Jakab Erdely)
Thinking with the students (Picture by Cecilia Simonyi)


05 outubro 2018

Graphite is the Matter in Budapest


The workshop 'Graphite is the Matter' will be in Budapest, 3 months after the 9th Urban Sketchers Symposium.
Back at the symposium, which took place in Porto / Portugal, I led three sessions of this workshop and I was happy to heard some very good feedback about it. 
I continue to be excited about how interesting and promising this approach to urban sketching is. The idea of focusing more on the mass of forms rather than its contours and to build the drawings through values has been fascinated me since 2012, when I led the workshop 'Straight to Colors' in the Santo Domingo symposium. Since then, I've been developing this approach and eventually choose pencil as the most appropriate technique to teach in workshops.
Workshop description
This workshop is about a different way to see which leads to a new sketching approach, using pencil as the main tool in order to create a tonal atmospheric drawing.

In this workshop, 3 types of tools will be necessary:
  1. Graded pencil: an affordable and simple art tool. Easy to work with;
  2. Erasers: there are a few useful kinds, like kneaded eraser and mechanical eraser. We will use them to build in and reveal lights;
  3. Blending stump: it’s a shortcut. It put the matter together and makes the drawing visually stronger.
Pencil can be also very rich in terms of character. We can refine the drawing as we add more and more information on it, in layers and in increasingly smaller areas. We may achieve a nice atmospheric effect. Perhaps, a beautiful and expressive painterly style.

This workshop balances:
A technique - graded pencil;
An approach - seeking angles / shapes and working with masses;

The technique: we are using our tools to create shapes, one on top of the other.
Graphite is the matter. We will use this matter to build forms.

The approach: instead of contours of forms, we will focus on their mass, translate them into shapes. These shapes have angles on their boundaries. If these angles are correctly seen (there are some tricks to do that), perspective will be there. Shapes will be big, loose and open at the beginning, more compact and darker at the end.

What do you get in this workshop?
  • You’ll learn how to use graded pencils, a kneaded eraser and a blending stump to build up a tonal drawing;
  • You’ll learn some tricks to see angles and to put them correctly on the paper - this is about perspective, without being too technical;
  • You’ll see how rich the results of pencil sketches might be. I hope that happens on your own sketchbook. If doesn’t, hopefully you will be inspired to try it again.

Learning goals 
  • How to plan the composition, working in a loose manner and using light masses of pencil;
  • How to build perspective using a more flexible and intuitive approach;
  • How to organize your work in layers, from bigger areas to smaller ones; 
  • How to use a stump to blend masses and a kneaded eraser to 'sculpt' the sketch;
  • How to add details and contrast little by little, preserving the control of the entire process.

Workshop location 
The meeting point to the workshop will be at:
FUGA – Budapesti Építészeti Központ (Budapest Center of Architecture)
1052 Budapest, Petofi Sándor utca 5

Budapest – Hungary.

Dates:
October 28, 2018

Duration 
The workshop is 3,5 hours long, running from 9:30 a.m. to 13:00;

Maximum number of participants:
The maximum number of participants is 15.

Minimum number of participants:
The minimum number is 5.

Supply list

  • Pencil 3B to 6B: Koh-I-Noor, Derwent, Cretacolor, Staedler or similar;
  • Eraser: “Tombow Mono Light Eraser” / “Staedler Mars Plastic” or similar (white / soft / latex-free);
  • Kneaded rubber eraser: Cretacolor / Prismacolor / Staedler / Faber-Castell;
  • Mechanical / Precision erasers (pen-style body): Tombow Mono Zero Round 2,3mm and/or 3,8mm;
  • Blending Stump: medium size (usually nº 5);
  • Paper: your sketchbook (ideally A4 / smooth surface)


Registration fee
5.500 HUF
3.000 HUF (students / pensioner)

Looking forward to sketching with you in Budapest!


11 setembro 2018

Curso de Desenho de Vegetação

Em breve acontecerá nova turma do meu curso de Desenho de Vegetação!
Será nos dias 22/09, 29/09 e 06/10, sempre das 09:00 às 18:00hs.

Este curso nasceu em 2016, devido a uma grande demanda dos alunos dos meus outros cursos a respeito desse tema, que é muito rico em termos de abordagens de desenho.

Veja nesta postagem mais informações sobre o curso.
http://ebbilustracoes.blogspot.com/2016/08/nova-turma-do-curso-de-desenho-de.html

O endereço permanece na Rua Baronesa de Itu, 610, próximo ao metrô Marechal. São Paulo - SP


Para maiores informações envie uma mensagem para o e-mail que aparece no flyer!

Obrigado

03 setembro 2018

Centenário de Anna Bajzek.

Hoje minha querida vó Anna Bajzek, batizada Anna Trajber, faria 100 anos. Ela nasceu em 03 de setembro de 1918 em uma aldeia chamada Orfalu, na Hungria, próxima à fronteira da Eslovênia.
Veio ao Brasil em 1937, aos 17 anos, juntamente com seu irmão mais novo João Rakkar. Passou algum tempo em Szentgotthárd e depois rumou a Budapest, acredito que para reunir os documentos para imigrar ao Brasil. Segundo ela, foram de carro para Trieste, na Itália, onde embarcaram para o cá. A viagem durou 17 dias.
Infelizmente não dei conta do centenário de nascimento dos meus outros avós, tão queridos quanto ela.
Mas fica aqui minha homenagem com essa bela foto onde ela aparece ao lado do meu avô, em seu casamento (meu tio avô está em pé atrás dela, de terno claro). Existe uma certa seriedade em seu olhar...talvez na época fosse de bom tom que os retratados aparecessem assim? Ou ela estava apenas cansada? Ou sentia-se, de certa forma, só, naquele momento, longe de sua terra natal...
De qualquer forma quando vi essa foto pela primeira vez achei que ela parecia uma princesa. Ainda acho. Uma linda princesa húngara.

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Today, my grandmother would turn 100 years old. Anna Bajzek was born in September 03, 1918 in a small village in Hungary, near the border of Slovenia.
She came to Brazil in 1937 with her younger brother...she was only 17!
She spent some time in Szentgotthárd and then head to Budapest where I believe she got their documents to immigrate to Brazil. As she once said, she and her brother were taken by car to Trieste in Italy, where they board to Brazil. The whole trip took 17 days.
Unfortunately I didn't realized my other grandparents birth centenaries - they were so loved as she was.
However, here is my homage to her, with this beautiful picture of her marriage.
There is a certain deepness in her look, she looks serious. Was this expected when they used to take these kind of pictures? Was she only tired? Or maybe she was somehow feeling lonely, in this precise moment, far from her land?
Nonetheless, when I first saw this picture I thought she looked like a princess...still do. A beautiful Hungarian princess.

27 agosto 2018

São Francisco e a Árvore de Jessé


Este é uma outra página dupla do meu sketchbook do Porto.
Mostra vários aspectos internos e externos da Igreja - museu de São Francisco.
Primeiro entrei no agora chamado 'museu' (não funciona mais como um templo religioso). Infelizmente não se podem tirar fotografias...porém, ninguém mencionou sobre desenhar.... Assim comecei tentando retratar a incrível (e talvez indescritível, 'indesenhável') 'Árvore de Jesse', uma imensa escultura altamente rebuscada e complexa. Usei uma caneta que nunca havia usado...resultado, me dei mal! rs Para tentar salvar a página, decidi seguir o caminho sinuoso e caótico que é ir desenhando sem planejar, uma coisa sobre a outra. Os arquitetos diriam 'tomar partido' do caos.
Enfim, ao sair adicionei aquarela e criei essa bagunça de imagens, linhas e manchas. (o azul escorreu de outra aquarela).
Depois fiz o desenho da fachada gótica, tão bela, mesmo cortada pela metade pelo outro edifício. Da vontade de estudar e saber quando foram construídas, porque são interligadas assim, etc.
O tempo alternava-se entre nublado e ensolarado, frio e calor... 'Facinho' de lidar.

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This is another spread from my Porto sketchbook.
It shows some sketches I did at Sao Francisco Church/Museum. I first got inside to which now is considered a museum (no longer used as a religious temple), and got once again amazed by its rich interior. I went there in 2007, with my parents.
It's almost all covered by gold leaf. It's stunning. Unfortunately, no pictures allowed. No one said anything about sketching though.
So, I tried to use a new brush pen 'and' with a very difficult subject: the incredible 'Tree of Jesse' sculpture. It didn't worked out, of course. But I insisted on the page and started to add random sketches around, and once outside, applied some watercolor which, in the end, helped a little.
Then I did the sketch of the church's Gothic facade. It's just beautiful, even it seems cut in half by the other building.