Ontem, domingo dia 13 de maio, fui à Av. da Liberdade desenhar um edifício que fazia tempo que estava na minha (interminável) lista: a Catedral Metodista de São Paulo. Uma bela construção em estilo neo-gótico, com proporções bonitas e detalhes preciosos. Utilizei lápis grafite e trabalhei durante cerca de 2 horas.
Em alguns momentos algumas pessoas paravam para olhar o desenho e algumas fizeram comentários. O que eu mais gostei foi "Quem sabe faz ao vivo!"...hehe.
Foi uma manhã agradável na cidade.
14 maio 2018
19 fevereiro 2018
Dia Inesquecível em Taliesin - Frank Lloyd Wright Sketching Tour XV (02.08.2017)
| Sketches feitos em Taliesin - terraço próximo ao teatro, vista da sede, midway barn e visitor center |
| Visitor Center e placa no acostamento da estrada com design inconfundível. |
O tour começa pela Hillside Home School, a primeira construção da propriedade, projetada por Wright em 1902 para suas tias Jane e Ellen Lloyd Jones.
| Hillside Home School e alguns sketches feitos na primeira parte do tour |
| Aspecto característico dessa fase do arquiteto: amplos beirais, paredes em pedra e madeira |
| Serviços de manutenção sendo executados naquele dia |
| Drafting room com colunas em forma de triângulo invertido. |
| Teatro com painel de cortina ao fundo. |
![]() |
| Romeo and Juliet Windmill e Jane Porter House |
Seguimos a pé para a sede da propriedade, passando antes pelos celeiros "Midway Barn", cuja torre com pináculo se destaca.
| Midway Barn e a sede de Taliesin com terraço-mirante destacando-se entre as árvores |
Depois de uns refrescos, avançamos por entre as diversas alas, ora externamente, ora visitando alguns aposentos.
| Pátio |
| Escada em um dos cantos do pátio |
| Muitas lareiras, todas com design original |
| O famoso terraço-mirante que projeta-se sobre a copa das árvores (infelizmente sem acesso ao público - mas compreensível) |
| Alguns pormenores da construção |
| Estúdio |
Ao sair do edifício, passamos mais uma vez pelos belos e bem cuidados jardins que cercam o pátio principal e pude ver ainda um canto um tanto icônico que ilustra muitos livros sobre o arquiteto.
| Ao fundo, vista clássica de Taliesin. À frente, um homem cansado mas farto de felicidade :) |
Entramos na van e fomo deixados no Visitor Center onde comi um ótimo lanche. Após umas comprinhas na Gift Shop ;), fiz um desenho mais caprichoso. Segui viagem, feliz por ter realizado um sonho!
| Vista panorâmica de Taliesin! |
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Frank Lloyd Wright Sketching Tour
12 fevereiro 2018
Manhã de Carnaval...desenhando.
Ontem fui passear e desenhar com minha namorada pelo Elevado João Goulart (o Minhocão) e Higienópolis.
No Elevado, desenhei este edifício antigo, colado à via. Chamou-me à atenção as sombras projetadas pelas pequenas sacadas, seu tom único de cinza que traz unidade à imagem, e até as pichações que conferem um ar de abandono e decadência.
Fiz o desenho utilizando primeiro lápis grafite para capturar as massas gerais do edificio, além de posicionar as sacadas e ajustar a perspectiva. Depois passei para a caneta nanquim, a fim de 'adiantar' o processo, na medida em que torna-se mais fácil definir as arestas e detalhes com linhas. Depois voltei ao lápis escurecendo tons e delineando sombras. A borracha foi utilizada para refinar algumas arestas, criar pontos de luz (vide roupas penduradas nas sacadas), e modelar nuvens.
Essa técnica de construção foi utilizada por mim pela primeira vez em um desenho que fiz a partir da cobertura do Shopping Light, em 2016. Acho que é uma ótima parceria essa entre lápis e nanquim.
Após um almoço 'esquecível' em uma padaria de Santa Cecília, caminhamos em direção a um edifício que chama a atenção de todos os que sobem a rua Aureliano Coutinho, que na esquina com a Marques de Itú torna-se rua Sabará. Trata-se do Edifício Domus, de 1958, projetado pelo casal de arquitetos italianos Maria Bardelli e Ermanno Siffredi, os mesmos que projetaram a famosa Galeria do Rock, no centro da cidade.
É muito interessante a forma curva dos terraços que, como disse o autor do livro São Paulo nas Alturas, Raul Juste Lores, "lembram a proa de um navio, decorados por pequenos furos que evocam um negativo de filme". Acho particularmente interessante também a forma refinada dos terraços à esquerda. Chama atenção ademais, o contraste das curvas com a trama reticular do imenso bloco de apartamentos do edifício Parque Higienópolis.
Neste desenho utilizei caneta Bic preta e markers. Foi dificil tomar a decisão de colorir o desenho que mostrava-se muito elegante somente em traços. Mas eu e minha namorada decidimos que valia a pena arriscar.
No Elevado, desenhei este edifício antigo, colado à via. Chamou-me à atenção as sombras projetadas pelas pequenas sacadas, seu tom único de cinza que traz unidade à imagem, e até as pichações que conferem um ar de abandono e decadência.
Fiz o desenho utilizando primeiro lápis grafite para capturar as massas gerais do edificio, além de posicionar as sacadas e ajustar a perspectiva. Depois passei para a caneta nanquim, a fim de 'adiantar' o processo, na medida em que torna-se mais fácil definir as arestas e detalhes com linhas. Depois voltei ao lápis escurecendo tons e delineando sombras. A borracha foi utilizada para refinar algumas arestas, criar pontos de luz (vide roupas penduradas nas sacadas), e modelar nuvens.
Essa técnica de construção foi utilizada por mim pela primeira vez em um desenho que fiz a partir da cobertura do Shopping Light, em 2016. Acho que é uma ótima parceria essa entre lápis e nanquim.
Após um almoço 'esquecível' em uma padaria de Santa Cecília, caminhamos em direção a um edifício que chama a atenção de todos os que sobem a rua Aureliano Coutinho, que na esquina com a Marques de Itú torna-se rua Sabará. Trata-se do Edifício Domus, de 1958, projetado pelo casal de arquitetos italianos Maria Bardelli e Ermanno Siffredi, os mesmos que projetaram a famosa Galeria do Rock, no centro da cidade.
É muito interessante a forma curva dos terraços que, como disse o autor do livro São Paulo nas Alturas, Raul Juste Lores, "lembram a proa de um navio, decorados por pequenos furos que evocam um negativo de filme". Acho particularmente interessante também a forma refinada dos terraços à esquerda. Chama atenção ademais, o contraste das curvas com a trama reticular do imenso bloco de apartamentos do edifício Parque Higienópolis.
Neste desenho utilizei caneta Bic preta e markers. Foi dificil tomar a decisão de colorir o desenho que mostrava-se muito elegante somente em traços. Mas eu e minha namorada decidimos que valia a pena arriscar.
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01 fevereiro 2018
Jacobs I House - FLLW Sketching Tour XIV (01.08.2017)
Ainda no mesmo dia, peguei o carro e corri para ver mais algumas obras do arquiteto. A que eu estava mais interessado era essa: Herbert and Katherine Jacobs First House, considerada a primeira Usonian House construída pelo arquiteto.
A casa térrea, de 140 m2, parece pequena e reservada vista da rua. Da calçada nota-se apenas as paredes de madeira corrida encimadas por caixilhos, o tijolo à vista de algumas empenas de alvenaria, os grandes beirais e a garagem discreta, porém audaciosa (está inteira em balanço). Mal se vê a porta de entrada. Dito isso, e entretanto, a casa projetada por Wright e construída em 1937 fora concebida para se abrir para os fundos do lote, com implantação em forma de "L".
Como mencionado acima, esse projeto foi o precursor do sistema de casas 'populares' idealizado pelo arquiteto durante a grande Depressão dos anos 30, conhecido como Usonian. A ideia básica era criar sistemas construtivos simples, inovativos e com uso de pré-fabricados, minimizando os custos com mão de obra no canteiro, e que atendessem às expectativas de famílias de classe média norte-americanas. Herbert Jacobs solicitou ao arquiteto construir sua casa por $5,000 (atualmente cerca de 90,000 USD ou R$ 315.000,00), o que fora atendido exceto por uma pequena defasagem de 10% ;)
Wright utilizou paredes de sanduíche de plywood (madeira compensada) com 5,7 cm, uma fundação 'radier' (ou seja, de laje maciça de concreto) e até tijolos 'desviados' da construção da fábrica da Johnson Wax, de Racine, segundo 'reza a lenda'. A parte da inventividade deu-se pelo sistema de aquecimento desenvolvido para a casa, com trama de tubos alojados em um colchão de areia, sob a laje de fundação.
Enquanto tirava algumas fotos, uma simpática senhora deu-me a dica para bisbilhotar a casa pela rua lateral, de onde fiz um rapidíssimo sketch enquanto era atacado por mosquitos.
Visite este site para mais informações.
Segui ainda, para uma última visita a uma obra de Wright nesse entusiasmante dia: a Walter Rudin House, de 1959 (abaixo).
A casa térrea, de 140 m2, parece pequena e reservada vista da rua. Da calçada nota-se apenas as paredes de madeira corrida encimadas por caixilhos, o tijolo à vista de algumas empenas de alvenaria, os grandes beirais e a garagem discreta, porém audaciosa (está inteira em balanço). Mal se vê a porta de entrada. Dito isso, e entretanto, a casa projetada por Wright e construída em 1937 fora concebida para se abrir para os fundos do lote, com implantação em forma de "L".
Como mencionado acima, esse projeto foi o precursor do sistema de casas 'populares' idealizado pelo arquiteto durante a grande Depressão dos anos 30, conhecido como Usonian. A ideia básica era criar sistemas construtivos simples, inovativos e com uso de pré-fabricados, minimizando os custos com mão de obra no canteiro, e que atendessem às expectativas de famílias de classe média norte-americanas. Herbert Jacobs solicitou ao arquiteto construir sua casa por $5,000 (atualmente cerca de 90,000 USD ou R$ 315.000,00), o que fora atendido exceto por uma pequena defasagem de 10% ;)
Wright utilizou paredes de sanduíche de plywood (madeira compensada) com 5,7 cm, uma fundação 'radier' (ou seja, de laje maciça de concreto) e até tijolos 'desviados' da construção da fábrica da Johnson Wax, de Racine, segundo 'reza a lenda'. A parte da inventividade deu-se pelo sistema de aquecimento desenvolvido para a casa, com trama de tubos alojados em um colchão de areia, sob a laje de fundação.
Enquanto tirava algumas fotos, uma simpática senhora deu-me a dica para bisbilhotar a casa pela rua lateral, de onde fiz um rapidíssimo sketch enquanto era atacado por mosquitos.
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| Sketches feitos no local - Jacobs House I (à esquerda), e Taliesin. |
Visite este site para mais informações.
Segui ainda, para uma última visita a uma obra de Wright nesse entusiasmante dia: a Walter Rudin House, de 1959 (abaixo).
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Frank Lloyd Wright Sketching Tour
Monona Terrace Convention Center - FLLW Sketching Tour XIII (01.08.2017)
Um post sem sketches para variar, apenas pois gostaria de compartilhar um local bacana que visitei durante minha viagem pelo estado de Wisconsin nos Estados Unidos.
Após minha visita ao Capitólio, na cidade de Madison, fui conhecer o Monona Terrace, que é um grandioso centro cívico, para convenções e eventos. Segundo o Wikipedia, o local abriga mais de 600 eventos todos os anos, incluindo inúmeras atividades culturais e sociais.
A obra durou 3 anos e custou 67 milhões de dólares. Neste link do site oficial, você encontra um panorama da história desse projeto grandioso e polêmico, que nasceu na prancheta do arquiteto Frank Lloyd Wright em 1938 e só foi concretizado na década de 1990, depois de muitas modificações, aprovações e cancelamentos.
Eu acessei o complexo pelo belveder de cobertura, que se debruça sobre o lago Monona. O dia era bem agradável, foi gostoso passar alguns instantes observando o lago e tirando fotos dos canteiros de flores.
Depois, procurei a gift shop exclusiva do arquiteto, mas que infelizmente já encontrava-se fechada. Restou-me conhecer uma exposição do fotógrafo Pedro E. Guerrero, que acompanhou Wright durante toda a sua carreira reproduzindo fotos fantásticas de sua obra e relativa intimidade.
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Frank Lloyd Wright Sketching Tour
26 janeiro 2018
Wisconsin State Capitol - Frank Lloyd Wright Sketching Tour XII (01082017)
Entrei timidamente, mas logo cheguei à rotunda deste edifício de 85 metros de altura, construído entre 1906 e 1917. Fiquei muito impressionado com as dimensões do recinto e a beleza do interior do domo. Ao perguntar sobre visitação, valor de ticket etc a um senhor da recepção, fui surpreendido com a resposta: "basta pegar o elevador logo ali". Gratuito e fácil.
Um senhor de terno pegou o elevador comigo e com um sorriso simpático demonstrou surpresa ao ouvir que eu era do Brasil. Com um outro sorriso, dessa vez enigmático, perguntou se o Lula seria presidente no Brasil novamente (...).
O Capitólio de Wisconsin é um vasto edifício em forma de cruz grega, abrigando as câmeras legislativas, a suprema corte do estado e o gabinete do governador. Uma lei proibi que nenhum outro edifício em um raio de 1 milha seja mais alto que o domo, resguardando visualmente sua arquitetura.
A vista da cobertura é magnifica. O dia estava lindo e ao longe era possível avistar o Monona Terrace Convention Center, edifício concluído nos anos 1990, a partir do traço do arquiteto FLLW.
Não resisti e resolvi fazer um sketch de um dos conjuntos escultóricos. Os vigias do local foram simpáticos comigo.
Este foi o típico passeio despretensioso, mas muito gostoso e interessante.
A vista da cobertura é magnifica. O dia estava lindo e ao longe era possível avistar o Monona Terrace Convention Center, edifício concluído nos anos 1990, a partir do traço do arquiteto FLLW.
Não resisti e resolvi fazer um sketch de um dos conjuntos escultóricos. Os vigias do local foram simpáticos comigo.
Este foi o típico passeio despretensioso, mas muito gostoso e interessante.
21 janeiro 2018
Frank Lloyd Wright Sketching Tour XI - First Unitarian Church (01.08.2018)
Frank Lloyd Wright projetou e construiu o edifício dessa congregação, conhecido como "Meeting House", entre 1946 e 1951. A foto abaixo mostra o auditório (a 'capela', por assim dizer).
Essa congregação é precisamente a First Unitarian Society of Madison - WI, baseada no Unitarismo-Universalismo, que é, a grosso modo, uma igreja liberal onde Deus é "Um", e não uma Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), como na Igreja Católica.
Vale lembrar que FLLW era ele próprio um 'unitarista'.
Sem querer me arriscar demais em definições, é interessante saber que para os unitaristas Jesus Cristo, não era portanto uma divindade sagrada, e sim um ser humano inspirado por Deus e que trouxe grande ensinamentos morais. Outro ponto interessante é que há nesta congregação muitos ateus, pois ela se fundamenta no crescimento espiritual livre de dogmas, através da "livre e responsável busca da verdade e sentido da vida".
O projeto de Wright para esse edifício baseia-se em um losango de ângulos opostos de 60 e 120 graus, que foi repetido em todo o projeto, do desenho de piso à cobertura. Os próprios membros da congregação ajudaram na construção, a fim de reduzirem os custos: traziam a pedra calcária (limestone) de uma pedreira da região.
Fiquei comovido ao ver esse edifício ao vivo. O desenho ousado, principalmente no apse da construção, que é a parte alta e envidraçada atrás do 'altar', sempre me cativou. Acho as linhas muito elegantes. A conjunção de materiais também é uma das minhas favoritas de Wright: a pedra cortada em filetes e blocos horizontais, o vidro que por vezes dispensa o caixilho e junta-se diretamente à pedra e o telhado de cobre esverdeado.
Após algumas fotos me sentei no canteiro central da avenida em frente para desenhar, à sombra magra de uma arvorezinha.
Às 10:30 iniciou o tour, guiado por uma simpática voluntária. Andamos por toda a ala original do edifício, e depois conhecemos a nova ala, inaugurada em 2008, que conta com um auditório para 500 pessoas. Além dessa, o projeto original recebeu duas expansões - em 1964 e 1990, ambas projetadas pela Taliesin Associated Architects, firma que continuou o legado de Wright até 2003.
Após o tour , perguntei à guia se eu podia permanecer no auditório principal para desenhar. Mostrei o sketchbook e fui atendido! Permaneci sozinho ali por cerca de meia hora, sentindo-me feliz e desafiado a retratar os jogos de ângulos e linhas do recinto.
Me senti privilegiado!
Essa congregação é precisamente a First Unitarian Society of Madison - WI, baseada no Unitarismo-Universalismo, que é, a grosso modo, uma igreja liberal onde Deus é "Um", e não uma Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), como na Igreja Católica.
Vale lembrar que FLLW era ele próprio um 'unitarista'.
Sem querer me arriscar demais em definições, é interessante saber que para os unitaristas Jesus Cristo, não era portanto uma divindade sagrada, e sim um ser humano inspirado por Deus e que trouxe grande ensinamentos morais. Outro ponto interessante é que há nesta congregação muitos ateus, pois ela se fundamenta no crescimento espiritual livre de dogmas, através da "livre e responsável busca da verdade e sentido da vida".
O projeto de Wright para esse edifício baseia-se em um losango de ângulos opostos de 60 e 120 graus, que foi repetido em todo o projeto, do desenho de piso à cobertura. Os próprios membros da congregação ajudaram na construção, a fim de reduzirem os custos: traziam a pedra calcária (limestone) de uma pedreira da região.
| Interior do auditório |
| Note o pé-direito baixo da parte posterior do recinto |
| Detalhe do altar e piso |
| Wright não é Wright se não houver uma lareira! Essa fica nos fundos, dentro do próprio auditório. |
| Corredor da ala lateral, com diversas salas de reuniões. Todo o mobiliário foi projetado pelo arquiteto. Nas paredes, gravuras japonesas da coleção do arquiteto. |
Fiquei comovido ao ver esse edifício ao vivo. O desenho ousado, principalmente no apse da construção, que é a parte alta e envidraçada atrás do 'altar', sempre me cativou. Acho as linhas muito elegantes. A conjunção de materiais também é uma das minhas favoritas de Wright: a pedra cortada em filetes e blocos horizontais, o vidro que por vezes dispensa o caixilho e junta-se diretamente à pedra e o telhado de cobre esverdeado.
Após algumas fotos me sentei no canteiro central da avenida em frente para desenhar, à sombra magra de uma arvorezinha.
Às 10:30 iniciou o tour, guiado por uma simpática voluntária. Andamos por toda a ala original do edifício, e depois conhecemos a nova ala, inaugurada em 2008, que conta com um auditório para 500 pessoas. Além dessa, o projeto original recebeu duas expansões - em 1964 e 1990, ambas projetadas pela Taliesin Associated Architects, firma que continuou o legado de Wright até 2003.
Após o tour , perguntei à guia se eu podia permanecer no auditório principal para desenhar. Mostrei o sketchbook e fui atendido! Permaneci sozinho ali por cerca de meia hora, sentindo-me feliz e desafiado a retratar os jogos de ângulos e linhas do recinto.
Me senti privilegiado!
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