16 abril 2011

31º Sketchcrawl

Minha participação nessa edição do Sketchcrawl, evento mundial de desenhadores, foi solitária e rápida.
Por conta de uma gripe(zinha) e de uma enxaqueca de última hora, eu adiei minha saída de casa até às 16:45, quase empurrado pela minha mulher. Caderno e duas canetas nanquim na mão, fui bem perto de casa e achei um ponto interessante para desenhar: uma esquina típica do bairro, com uma casinha singela e uma ladeira para servir de desafio. O que me atrai nas ladeiras é conseguir representar os planos inclinados e dar a sensação de desnível e profundidade.
Fiquei cerca de uma hora desenhando, passei na locadora e agora vou ficar 'de boa', assistindo 'A Origem', deitado no sofá, e esperando o sono chegar.

15 abril 2011

Marca d'água

Galera, apartir de agora minhas imagens vão aparecer neste blog assim:

Infelizmente tive que tomar essa atitude, pois usaram um imagem minha indevidamente. Achava que isso nunca ia acontecer, mas aconteceu. Ingenuidade da minha parte.
Acho uma merda ter que 'sujar' uma imagem com uma marca d'água assim, mas não tem jeito.
Ainda não sei se essa será a forma final dela, mas será por ai. E dá-lhe voltar post por post e ir subistituindo cada imagem. As perspectivas acho que não vão precisar de marca d'água, mas de qualquer forma vou colocar numa resolução tosca.
Pena. Adoro ver nos trabalhos dos outros uma boa resolução, pra ficar observando os mínimos detalhes, a maneira como foram feitos, etc. No meu caso isso acabou.
Fuck.

08 abril 2011

1.500 Ilustrações

EBA!
Há alguns dias fiz minha 1.500º ilustração!
Em 2002 eu resolvi começar a contabilizar meus trabalhos. Mania de colecionador.
Inclui na conta todos os trabalhos relacionados à arquitetura, como plantas baixas, fachadas e, é claro, as perspectivas. Desse total acredito que 90% são perspectivas. Com o tempo inclui alguns outros trabalhos não relacionados diretamente à nossa área, como os recentemente acabados desenhos científicos de otorrinolaringologia (em breve postarei).
Constam na somatória todos os trabalhos que envolveram algum uso comercial das imagens, quer seja em escritórios em que fui estagiário, quer para projetos próprios. Não entraram os desenhos de observação e nem trabalhos de faculdade.
A milésima perspectiva foi bastante comemorada. Na época eu imprimi a lista e fiz uma contagem regressiva junto com o pessoal.
A de número mil foi de um projeto do Roberto Loeb, se não me engano um desses desenhos aqui.


A 1.500º foi de um trabalho simples, tranquilo e muito agradável de fazer. Usei marcadores e, devido ao prazo curto (e natureza da contratação), segui uma linha mais 'sketch' (?). Foi um dos desenhos abaixo, não sei bem ao certo qual deles.


Enfim, foi um longo trajeto até aqui...muitas e muitas horas de desenho. Há cerca de um ano eu terminei de escanear todas as xerox que eu tenho guardado em pastas e mais pastas. Foi engraçado rever alguns trabalhos toscos lá do início, principalmente quando eu matava meus desenhos com 'escalas humanas' horrorosas. Foi legal rever como eu fui passando de técnica em técnica, começando pelo grafite, lápis de cor, marcadores e por fim, aquarela. Rever os desenhos que eu montava totalmente na prancheta, e rever aqueles onde eu comecei a usar modelagens 3D. As primeiras aquarelas entregues profissionalmente...
É muito legal ver como se pode evoluir em 17 anos de carreira. Mais legal ainda foi achar um orçamento feito em 1994, para uma decoradora, onde eu cobrei R$ 25,00 cada perspectiva (sei lá se já era Plano Real, ou Cruzados, ou Réis, mas o que importa é que era uma micharia).
Agradeço a minha primeira chefinha, Maria Inês Fiasch, que me ensinou o be-a-bá do desenho arquitetônico.

Agradeço a Simone Borgas, uma das minhas primeiras clientes, e os 70 desenhos que fiz pra ela até hoje.
Agradeço a Patricia Anastassiadis por tudo o que aprendi lá dentro, e pelas 166 perspectivas feitas.
Agradeço a Luciana Teperman, pelo carinho e respeito que sempre me tratou, e pelas mais de 100 perspectivas.
Agradeço ao Toninho Scarpa (47 desenhos), cara bacana.
Agradeço ao Edu e Vicente de Castro Mello (29 desenhos).
Agradeço ao Marcos Tomanik e Sylvia Chaves (68 desenhos) , que mais recentemente, tem me proporcionado só satisfação pelos belos trabalhos que temos desenvolvidos juntos. Quanta admiração eu tenho por eles! E quanto respeito eles tem por mim!
Agradeço a todos os clientes que me confiaram seus projetos.
Agradeço também a todos os amigos e colegas de profissão. Camilo Rebouças, lembrei de você nesse momento, que me ensinou pacas. Lembro do meu último dia de trabalho na Anastassiadis quando, com muita paciência, você me ensinou um pouco sobre modelagem 3D.
Agradeço a turma que me ajudou nesses anos: Leandro Robles, Cassio Oba, Caio Nagano, Fernanda Vaz de Campos e principalmente Marcelo Salvagni, com quem aprendi pra caramba também.

Enfim, agradeço ao meu pai, que despertou a paixão pelo desenho em mim.

O post foi para um caminho que eu não esperava...

UFA!

Abraço a todos.

10º e 11º Aulas do Curso de Valorização Artística de Projetos

Olá! Depois de alguns dias de pauleira por aqui, finalmente falarei rapidamente sobre as duas últimas aulas do Curso. Os alunos fizeram uma montagem simples de perspectiva com dois pontos de fuga, partindo da base da mesma loja das aulas anteriores. Após uma breve demonstração de montagem de perspectiva e composição de contexto, todos puderam passar um tempo montando seus próprios desenhos por cerca de uma hora. O pessoal me surpreendeu e abusou da criatividade, a ponto de eu ter que conte-los um pouco - afinal o curso não é de projeto arquitetônico e sim de ilustração... Mas foi ótimo ver como cada um segue caminhos diferentes. Um ponto interessante dessas últimas aulas é que tivemos que achar soluções diversas para cada problema. As diferentes volumetrias levaram, por exemplo, à mudarmos a posição da luz solar em alguns casos.
Cada aluno pode escolher as cores para seu desenho, e chegamos a usar um belo 'Crinsom Red' em dois dos trabalhos. Enfim, está sendo muito bacana a troca de informações e experiências entre todos. As nossas manhãs de sábados tem sido deliciosas, não só pelo pão-de-queijo e bolinho de cenoura do 'coffee break'.

Um dia eu decidi que nunca deixaria de ilustrar um post.  Portanto, segue um desenho bem antigo, mas que eu gosto bastante. Perspectiva com dois pontos de fuga, feita na raça e à mão.


Podia ter algum prédio um pouco mais alto no fundo para quebrar a horizontalidade da imagem. Os carros também são mal desenhados e falta uma vegetação, convenhamos. Mesmo assim, acho que ficou bacana o efeito do branco sobre o papel colorido. Esse desenho também tem uma história curiosa: minha prancheta ficava ao lado de uma janela, que dava para um terraço. E não é que, naquele sábado de manhã, a faxineira resolveu 'lavar' os vidros pelo lado de fora? Eu digo 'lavar' mesmo, com mangueira. Bom, a janela estava fechada, óbvio. Mas isso não impediu que entrasse água pelas frestas. Pânico. Pingos para todo lado...E olha que eu não manjava nada de Photoshop naquela época! Eu respirei fundo por 50 vezes enquanto olhava os pingos secarem. Ficou tudo bem...para o bem da mocinha.
Esse não foi o único acidente com água em meus trabalhos, mas a outra história (bem pior) fica para uma próxima...

28 março 2011

Emoldurados



Recentemente tive o privilégio de vender o desenho do Conjunto Nacional a uma amiga arquiteta. Minha intenção é emoldurar vários outros, mas por enquanto eu tenho mais um: o desenho do Edifício Martinelli, que inspirou o Cartão de Ano Novo. Leia aqui a história desse desenho, feito totalmente no local. Quem tiver interesse em adquiri-lo, só me procurar. Álias, quem tiver interesse em algum outro original, como o do post anterior, também estão disponíveis para venda.

27 março 2011

Paris!

A cidade mais bonita do mundo.


21 março 2011

8º e 9º Aulas do Curso de Valorização de Projetos

Nos últimos dois sábados tivemos aulas de valorização de projetos usando como base uma perspectiva com um ponto de fuga. Depois de uma rápida demonstração, os alunos tiveram que montar uma perspectiva simples de uma loja, usando apenas a observação para determinar a profundidade da fachada. Em seguida, montaram a composição de vegetação e de pessoas usando referências impressas. 'Copiando' essas referências na mesa de luz, puderam ver como é possível criar imagens com agilidade e realismo. Com o tempo, poderemos nos desprender do uso dessas 'colagens' e ficaremos aptos a esboçar tudo através da simples observação ou da memória. Eu, por exemplo, uso referências até hoje, principalmente de pessoas. E acho que vou usar sempre - nos meus desenhos arquitetônicos pelo menos.

Montagem feita, os alunos traçaram tudo à mão livre e começaram a trabalhar o preenchimento a grafite, camada a camada, evitando detalhar partes específicas antes do momento certo.

Foi interessante ver que, com o mesmo projeto e as mesmas referências (além de um professor 'no pé' deles o tempo todo), cada aluno mostrou caminhos diferentes e os resultados são particularizados.
Foi legal de percebermos juntos que é possível sempre olhar o trabalho de forma criteriosa a fim de levá-lo ao máximo do potencial de cada um. Há soluções para tudo, basta ficarmos alertas e termos as ferramentas certas.
Nas próximas duas aulas, faremos uma perspectiva colorida com dois pontos de fuga. Sem muita complexidade na montagem da perspectiva, e com enfoque na valorização do desenho.

Estes são os trabalhos dos alunos (ao lado).

Em ordem alfabética (de cima pra baixo): Claudio Cruz, Lorena Paiva, Sabrina Politchuk e Valéria Gonçalves.

Até a próxima.

14 março 2011

Loja de Departamentos

Há cerca de um ano fiz um conjunto de perspectivas para o escritório Falzoni Alves Lima.
O projeto era a renovação total de uma grande loja de departamentos, e para isso foram escolhidas 6 perspectivas de seções diversas: acesso principal, feminino, masculino, infantil, presentes e tapetes/tecidos.
O desenvolvimento das perspectivas foi gradual: comecei o trabalho modelando tudo no CAD e mandando as vistas preliminares para o cliente para aprovação dos ângulos. Inseri referências de pessoas no Photoshop, e desenhei tudo na perspectiva de acordo com referências específicas fornecidas. Posição de manequins, alturas de prateleiras, arranjo de roupas, enfim, tudo foi estudado e definido pelos arquitetos.
Um passo importante  foi definir a linguagem desses desenhos - as cores, por exemplo, foram usadas com alguns critérios. O primeiro deles era colorir somente o essencial. Pintei levemente os pisos e as roupas expostas, todas com um tom de cinza. Pintei tons de madeira e algumas cores diferenciadas, como se vê na perspectiva da área infantil. Assim, as imagens, tomadas pelo conjunto, enfatizariam o partido arquitetônico dos arquitetos.


O interessante desse trabalho foi que a parte mais difícil foram as montagens dos desenhos e o traço a nanquim de cada um, que exigiram bastante esforço. Colorir foi relativamente rápido, uma vez que a linguagem estava definida.

07 março 2011

Panorama de São Paulo

Desenho do skyline de São Paulo, a partir do bairro do Morumbi.
Comecei no lado esquerdo da imagem, com as torres do 'Cidade Jardim', que era o limite do meu campo visual desse lado da paisagem. Fui desenhando da esquerda para a direita. Passei por alguns prédios marcantes da Marginal Pinheiros, e consegui localizar no horizonte alguns prédios e torres do espigão da Paulista. Enfim, cheguei à torre da Cultura e SBT, no outro extremo da página do caderno.
Mais tarde voltei à janela e fiz a outra parte, conectando o Pico do Jaraguá.
Juntei as duas partes no Photoshop.

04 março 2011

Lapopie








Um doce de criatura. E como diz minha esposa, um capricho de Deus.

28 fevereiro 2011

Sétima Aula do Curso de Valorização Artística de Projetos

No último sábado tivemos uma das aulas que eu considero mais legais do curso: Desenho Urbano.
Desenho Urbano, plein air, de locação, de observação, on-the-spot, etc...como queiram.
O local de encontro foi o SESC Pompéia, com seus 1001 temas para desenhos, que vão das passarelas de concreto a detalhes sugestivos como os canos do sketch deste post.
Eu mostrei aos alunos um 'power point' com trabalhos pessoais com a intenção de mostrar quantos temas, técnicas e abordagens são possíveis em um desenho urbano. Falamos também sobre descrição, sugestão e seleção, que são formas diferentes de abordagens.
Eu talvez tenha dito a eles que não há atalhos para começar a fazer bons desenhos de observação. A única maneira de desenvolver esse trabalho é, simplesmente, a produção. Eu por exemplo, tenho cerca de 150 desenhos que fiz por ai, nos últimos 2 anos. É pouco, muiiiito pouco. Basta ver a quantidade de desenhos que o belga Gerard Michel tem postados na sua página no flickr (3.900 desenhos aproximadamente).
Agora, veja a qualidade dos desenhos dele (absurdos)...bom, ele não nasceu desenhando assim! Então, ainda há tempo! Mão a obra!!

22 fevereiro 2011

Quinta e Sexta Aulas do Curso de Valorização Artística de Projetos

Na semana passada não fiz nenhum post sobre o curso, pois essas duas aulas quase não podem ser desmembradas. O tema ainda foi uma fachada, colorida com marcadores e lápis de cor.
E assim, encerramos a primeira parte do curso, trabalhando em cima de desenhos bidimensionais. A idéia por trás disso é lidarmos com menos variáveis no principio para focarmos mais nas técnicas em si.
Mesmo assim, estudamos algumas coisas com profundidade, como composição, desenho de vegetação e sombras. Procurei o tempo todo dar atenção a questão da qualidade da linha, ou do 'traço' como gostam de dizer os arquitetos (incluindo eu, claro). Abaixo, duas fachadas feitas para os arquitetos Marcos Tomanik e Sylvia Chavez, que resumem um pouco do que foi passado no curso até o momento.

A próxima aula será de desenho urbano. Acho que será muito útil para todos iniciarem ou se aprofundarem nessa atividade, que acredito ser fundamental para o desenvolvimento profissional de ilustradores e até mesmo de arquitetos. Nada como vivenciar arquitetura e a cidade do que dessa maneira.
Depois disso passaremos a trabalhar com perspectivas...