Um desenho que foi tema do Cartão de Natal de 2005.
Lembrei dele porque recentemente fiz um post sobre essa cidade no meu blog-relato de viagens (que anda meio parado infelizmente). Leia a história aqui.
Boa notícia!
Parque Vila Lobos 

Faz tempo que eu estava querendo fazer uma tabela com meus marcadores. Ás vezes alguns amigos também me pedem umas dicas de que cores comprar, marcas, etc. A primeira coisa que digo é, não comprem estojos fechados e sim cores avulsas. Os estojos vêm sempre com aquelas cores berrantes que nunca usaremos.
Desenho feito no último domingo, no SESC Pompéia, complementando os desenhos feitos em agosto do ano passado. Para fazer essa vista das passarelas eu tive que fazer duas tentativas: a primeira não deu certo logo no começo, e então a abandonei. A segunda foi pra frente, embora eu queria ter mostrado todas as passarelas sobrepostas - faltou aparecer uma, lá em baixo.
Essa vista eu consegui apartir do oitavo andar do prédio da administracão, na escada de emergência - tudo corria bem até que um segurança veio pedir (educadamente) para eu sair dali...Deixei para colorir depois - logo logo postarei a versão colorida. Essa avenida é para mim, uma das mais bonitas da cidade, com suas belas árvores na calçada central. Pena que o trânsito na região esteja tão problemático.
Continuando a falar sobre os caras que eu admiro, agora já não levando tanto em conta a ordem com que essas influências foram aparecendo. Conheci o trabalho do australiano John Haycraft em 2008 através do site da ASAI – American Society of Architectural Illustration. Logo entrei em contato com ele por e-mail, louco para comprar o livro "Where was I? A Collection from 60 years of drawing and painting" – repleto de desenhos lindíssimos e pinturas de cair o queixo. O livro é dividido em dois temas principais: desenhos de arquitetura e desenhos de sketchbook. Aqui vão alguns exemplos:



Vocês podem ver que as aquarelas são de tirar o fôlego – de uma elegância sem igual, e ao mesmo tempo expressivas, com pinceladas poderosas. É esse o meu parâmetro de expressividade: um desenho preciso e bem executado, mas super vigoroso e cheio de personalidade. Nos desenhos dele, cada traço e cada pincelada tem uma segurança que me faz sentir uma criança. Às vezes eu tento 'soltar a mão' na hora de fazer um céu, ou esticar um verde de grama, mas falta ainda essa segurança toda, que eu acho que só vem com o tempo.
Ontem fui à USP desenhar, enquanto minha mulher fazia uma caminhada. Meu foco foi o prédio da FAU – Faculdade de Arquitetura, projetado e construído na década de 1960 por Vilanova Artigas, o mesmo arquiteto do Louveira, mencionado acima. Não consegui um ângulo muito abrangente, mas esse desenho foi gostoso fazer – sob a sombra da cobertura, sentado em um bancão de madeira, com os marcadores espalhados a minha frente.