Produzimos esse desenho para a Casa Cor 2006, projeto de Luciana Teperman.
Como dizem por ai, do fundo das gavetas! (ou melhor, escondido em alguma pasta no Windows Explorer)
Estas são as 3 fases do trabalho: A primeira é só a montagem, sem texturas. A segunda é a versão 'original' como eu costumo chamar, ou seja, sem nenhuma edição eletrônica. Por último a versão final, com a inserção de algumas imagens e efeitos. A textura do papel de parede, fundamental no projeto, foi inserida a partir da imagem digitalizada do tecido real. Seria loucura desenhar isso na mão com um prazo, digamos, comercial. Se fosse na raça levaria uns 2 dias para fazer só isso!
30 julho 2009
Luciana Teperman
13 julho 2009
Sketching in the rain!
Sábado foi dia de mais um Sketchcrawl em São Paulo, o terceiro 'oficial' que rolou por aqui. O encontro foi na Rua Avanhandava, de onde sairíamos em caravana pelo centro de São Paulo. Apesar do dia tenebroso (não há outra palavra) estávamos lá, eu e mais uns 20 malucos, todos ávidos por desenhar mesmo apesar dos pedidos incessantes da 'razão' que implorava para ficarmos em casa, amarrados ao pé da cama. O segundo desafio (o primeiro foi sair de casa) foi desenhar em pé se cobrindo na projeção de uma estreita marquise, tentando desviar a ponta da caneta dos respingos de chuva no papel.
Depois achei essa bicicleta antígona, parada em frente à uma loja – uma oportunidade imperdível de um bom exercício de desenho. A segunda parada foi na Praça Dom José Gaspar, (Biblioteca Mario de Andrade) onde comemos um lanche ao som de pagode (ou samba?). Não deu indigestão, apesar da música. Oportunidade para mais alguns sketches.
Enfim, nos abrigamos na decaída Galeria Metrópole. O projeto arquitetônico modernista é bem interessante (Gian Carlo Gasperini e Salvador Candia), o que talvez tenha atraído alguns escritórios de arquitetura que lá estão instalados. Bem, fiz meu último desenho sentado no chão, tentando enquadrar a vista da praça e dos prédios ao redor. Fiquei um bom tempo nesse desenho, mas tive que parar porque a chuva conseguiu me alcançar mesmo há 3 metros da projeção da cobertura.
Apesar do sacrifício todo valeu a pena. É muito bom passar algumas horas desenhando na companhia de uma galera bacana, sem compromisso com nada.
08 julho 2009
Marcos Tomanik e Sylvia Chaves
Mais uma Fachada feita para os arquitetos Marcos e Sylvia. Dessa vez uma casa no litoral de São Paulo, em uma área em aclive com muita vegetação. A casa eleva-se em um embasamento de pedra com cobertura de capim Santa Fé. Os caixilhos são de madeira, as venezianas verde-escuro e as paredes brancas. Um dos detalhes mais marcantes dessa fachada é o véu de água que escorre pela borda lateral da piscina, como uma cascata. O desafio desse trabalho foi criar um ambiente que representasse bem essa encosta, com árvores inclusive na frente da casa - essa é uma exigência que faz parte do gosto pessoal dos arquitetos, e que com o tempo, eu aprendi a incorpar nos desenhos (o difícil é posicionar as copas e troncos de modo que não atrapalhem o entendimento do conjunto, ou seja, eu procuro sempre mostrar uma continuidade de linhas, ou ainda não esconder arestas muito siginificativas). Outro detalhe importante: eles preferem representar os vidros azulados e claros, portanto, evito fazê-los acizentados ou pretos. São particularidades que enriquecem o trabalho.
Formato A3.
26 junho 2009
Luciana Teperman
Recentemente realizamos um novo trabalho para a decoradora Luciana Teperman, dessa vez utilizando perspectivas à mão e eletrônicas. O trabalho todo consistiu em montar a apresentação do projeto, que icluia o hall social e salão de festas de um edificio. Para isso fizemos croquis, uma perspectiva à mão livre e 3 renderizações em 3DStudio, realizadas pelo meu parceiro Marcelo Salvagni. A etapa final foi condensar tudo em um Power Point.
A esse trabalho, somam-se outras 90 perspectivas realizadas para a Luciana desde 2002!
19 junho 2009
Marcos Tomanik e Sylvia Chaves
Da mesma série de super-fachadas, essa foi feita em formato 75x55cm, que é o tamanho da folha de Arches que eu compro. Na verdade essa foi a primeira dessas fachadas feitas nesse tamanho.
A arquitetura reflete o ecletismo característico das mansões de Palm Beach, da primeira metade do século XX.
A montagem a grafite foi particularmente demorada pois havia muitos detalhes arquitetônicos - estou me referindo principalmente ao friso ornamentado logo abaixo dos telhados e a balaustrada. A caixilharia também é elaborada e a vegetação incluía desenhar as altas palmeiras imperiais, sempre difíceis de fazer. A riqueza da arquitetura permitiu alguns efeitos de sombra interessantes como o do volume que central e das arcadas no nível inferior.
O processo todo levou cerca de 5 dias, desde o primeiro estudo de composição da imagem até o escaneamento.
Estou postando aqui também esse desenho que serviu de base para compor a vegetação e as sombras, o qual foi enviado para os arquitetos e depois comentado.
15 junho 2009
Marcos Tomanik e Sylvia Chaves
Seguindo os últimos posts, mais uma Fachada dos arquitetos Marcos Tomanik e Sylvia Chaves. Nessa casa em estilo inglês, eu usei aquarela no céu e na grama, e no restante, markers. As linhas foram feitas com nanquim. O uso dos markers nessa imagem serviu para dar peso e vitalidade. Não sei se usaria novamente os markers nesse tipo de papel pois, por ele ser próprio para aquarela, suga rapidinho a tinta até secar a ponta da caneta. Não me lembro bem, mas devo ter usado light tan e sienna brown nos tijolos e telhado, com detalhes de french gray escuro. As pedras devem ser sand stone com french gray. Quanto aos verdes, usei vários tons, mas posso listar os que se destacam: marsh green, olive green, pine, celadon, etc. As árvores em primeiro plano fiz com black green. O tamanho da imagem é 75x55cm, e devo ter escaneado em umas 15 partes (O Marcelo sofreu para juntar tudo no photoshop!).
Pauleira, mas mais uma vez gratificante.
26 maio 2009
Marcos Tomanik e Sylvia Chaves
Esta fachada é sem dúvida umas das que eu mais gosto. Acho que a composição entre a vegetação e a arquitetura foi muito feliz neste trabalho. Foi com o Marcos e a Sylvia que aprendi a dar profundidade a essas fachadas, criando primeiro planos, com árvores aparecendo nos cantos superiores, planos intermediários (como os ciprestes mais próximos à construção) e os planos de fundo, com árvores distantes emoldurando a casa. O céu, em desenhos com formatos grandes como esse, é sempre um desafio técnico, pois se deve preparar a quantidade de tinta certa, além da umidade do papel que deve estar adequada – a tinta não pode começar a secar no meio do caminho, e tem que fluir rapidamente.
Enfim, foi preciso uma semana para produzir este trabalho, desde os primeiros estudos de composição até a digitalização. Foi cansativo, mas valeu muito a pena.
25 maio 2009
Marcos Tomanik e Sylvia Chaves
Conheci os arquitetos Marcos Tomanik e Sylvia Chaves há 2 anos atrás. Na ocasião eu participei do material publicitário para um empreendimento no interior do Estado, feito para uma construtora de São Paulo. O escritório de arquitetura do Marcos estava contratado para fazer o projeto de 20 casas a serem construídas no condomínio. Logo descobri que ele tinha uma forma particular de apresentar seus projetos: sempre através de fachadas valorizadas, e não perspectivas, como de costume. Talvez por isso, e até para me conhecer melhor, a construtora quis ver uma espécie de 'piloto' do trabalho. Também queriam comparar duas técnicas diferentes para o mesmo assunto: aquarela e markers.
Assim, escolhemos uma das casas e eu fiz as duas opções. Eles ficaram meio divididos quanto à técnica a ser escolhida, mas o que fez com que eu não continuasse no processo foi o prazo que me deram para fazer as 20 fachadas: 20 dias. Inviável para um formato A2.
Eu não peguei esse trabalho, mas desde então tenho feito muita coisa com o Marcos e a Sylvia. Tenho aprendido muito com eles.
Neste post vão essas duas primeiras fachadas, feitas em maio de 2007, em aquarela e markers. Na verdade, esta última é mista, pois fiz o céu e a grama com aquarela também.
20 maio 2009
Sobre as Técnicas
Esse post tem a função de dar um breve descritivo das técnicas que empregamos, bem como explicar os marcadores (categorias) em que estão divididos os trabalhos.
Aquarela:
A montagem do desenho pode ser a grafite ou a nanquim. Se a base for à grafite, a pintura prevalecerá sobre o desenho, tornando a imagem mais leve e delicada, como vemos aqui. Já com base a nanquim, a imagem será mais informativa, pois o traço da montagem reforçará o desenho. É uma variação sutil, mas importante na definição do caminho a seguir.
Na minha opinião a aquarela com contorno a nanquim fica mais comercial, por isso às vezes mais interessante quando o propósito é ilustrar um empreendimento, transmitindo uma idéia direta ao cliente, como se vê aqui.
Em alguns trabalhos, como o do Haras Larissa, fizemos uma mistura de grafite e aquarela. O conceito dessas imagens é: pintar a vegetação, água e céu e deixar a grafite as construções pessoas e carros. O resultado é elegante e bem singular, e foi usado em um empreendimento de alto padrão, como o Haras.
Computação Gráfica:
Utilizamos o programa Autocad para executarmos as modelagens em 3D para as perspectivas que produzimos. No caso das renderizações, utilizamos o programa 3D Studio Max. Procuramos levar nosso enfoque artístico inclusive para as imagens renderizadas, sempre buscando o melhor ângulo e o melhor jogo de luz e sombra (veja aqui).
Utilizamos frequentemente programas gráficos, como o Photoshop, para acrescentar detalhes importantes, reforçar e até corrigir algum detalhe das imagens, inclusive nas feitas a mão.
Estudos Pessoais:
Desenhos e aquarelas diversas, de temas variados geralmente com base em fotografias e feitos em casa. O tema frequentemente vem de fotografias de viagens (como esse). Nessa categoria estão também os desenhos que foram utilizados nos cartões de natal.
Grafite:
Foi a primeira técnica que desenvolvi em minha carreira, e é a que tem mais apelo com arquitetos, porque o lápis é, ainda, a ferramenta de muitos. Consegue-se um rigor técnico alto, com detalhes apurados, texturas ricas e resultado elegante.
É ideal para perspectivas de interiores, principalmente quando o arquiteto não quer se comprometer com cores em uma fase inicial do projeto. Veja aqui um trabalho nessa técnica.
Lápis de cor:
Uma das técnicas mais difíceis. Pode ser usado isoladamente, com contorno a lápis (como esse) ou com contorno a nanquim (como esse). Em geral uso o lápis de cor como complemento para outras técnicas (como aquarela e markers), para criar texturas e degrades.
Markers:
Markers são canetas hidrocor profissionais, específicas para desenho. Em geral uso Prismacolor, Promarker e Tria. Com elas são feitos desenhos mais fortes e expressivos. Sua aplicação é rápida, mas necessita de realces com lápis de cor e contorno a nanquim (como esse).
Nanquim:
Usado como base para aquarelas, lápis de cor e marcadores. Pode também ser utilizado como um desenho final, só de traços (como esse), e principalmente em desenhos de locação, (como esse).
Plantas baixas:
Nessa categoria entram as plantas baixas e implantações de projetos. A decoração e paisagismo geralmente é passada pelo arquiteto/incorporador, mas já houve casos em que desenvolvemos essa parte por nossa conta, quando não há projetos específicos. no caso das plantas baixas, usadas para empreendimentos, fazemos a base em Autocad, colorimos na prancheta e incrementamos no Photoshop (exemplo). Nessa última fase acrescentamos texturas e padrões, criamos efeitos de luz e colocamos objetos pequenos. As implantações grandes podem ser feitas com diversas técnicas, como em aquarela (exemplo).
Urban Sketches (Sketchbook)
São os desenhos de locação, ou seja, feitos exclusivamente no local do tema. Também podem ser chamados de desenhos de observação ou 'on-the-spot'. São feitos em sketchbook. A minha regra é não fazer ajustes, adições e nem edições posteriores nos desenhos, por enquanto (esse conceito talvez mudará). Assim, quando eu fecho o caderno, congelo o tempo (veja aqui). O que deu para fazer, com aquele material e tempo disponível, é o que ficará no caderno.
Às vezes faço colagens ou escrevo alguma coisa a respeito do tema nas páginas dos sketchbooks (veja aqui).
13 maio 2009
Cítara e Hang
Esses dois desenhos foram feitos com base em fotografias. A do cara tocando cítara é da cidade medieval de Carcassone, no sul da França. Lugar especial, com muralhas e construções medievais muito bem preservadas... o cara estava entre os contrafortes, exatamente no eixo longitudinal da catedral. A outra é em Zurique, em uma esquina do centro antigo. O músico tocava um instrumento chamado Hang, que tem uma melodia muito bonita e suave, mas que faz um baita efeito. Os desenhos foram feitos 'na raça', apesar de serem baseados em fotos. Eu quis criar uma 'distorção de lente' na catedral para enfatizar a verticalidade. No outro, dei atenção aos claros e escuros, e a torre ao fundo (com o maior relógio desse tipo na Europa - 9 metros de diâmetro) arrematou bem a composição.
27 abril 2009
Dubai Resort
Perspectiva realizada para a Magazine Luiza Incorporações em Novembro de 2008. Aquarela e traço a nanquim.