25 setembro 2011

Última aula da 2º Turma!

Ontem acabaram as aulas da 2º Turma do meu Curso de Valorização de Projetos.
Foi um prazer e uma satisfação enorme ter mais seis pessoas como meus alunos. O contato semanal com todos forma conexões importantes, e espero, duradouras.
A última aula foi de desenho urbano, e nada mais urbano que o Sesc Pompéia, o meu projeto favorito em São Paulo. Até mesmo aqueles que o julgavam feioso (quando visto através da janela do carro), se encantaram com a riqueza arquitetônica e humana de lá.
E há infinitas possibilidades de desenho nesse lugar. E, por isso, escolhi fazer com os alunos uma aula muito legal, baseada em um dos workshops que eu participei em Lisboa - O SketchMix. João Moreno e Pedro Fernandes criaram esse que, para mim, foi o mais interessante dos workshops do simpósio, como eu já disse antes. Há cerca de um mês eu pedi autorização a eles para trazer o exercício para cá, e eles, muito generosamente, em nada se opuseram.
Assim, o pessoal teve 3,5 horas para fazer seus trabalhos. 
Como exemplos, eu mostrei a minha versão do SketchMix de Lisboa:
 E também a minha versão do Sesc Pompéia. Mas fui honesto com eles...eu não consegui completar o do Sesc no local, e adicionei o background em casa. Mesmo assim, e com a experiência vivida em Lisboa, os encorajei a tentar.
Sesc SketchMix - Versão somente com os desenhos feitos no local.




Sesc SketchMix - Versão final, com a adição do background


O resultado foi surpreendente. Não somente pelos resultados, mas principalmente pelo processo. O pessoal desenhou muito, mas se divertiram bastante. Tiveram que vencer o medo de errar e foram ousados.
Mais uma turma que deixará saudades em mim.
A foto do grupo ficou bacana, com as passarelas ao fundo.



Valeu galera!
E a próxima turma já esta formada. A seguinte começará em Janeiro de 2012, mas que tiver interesse, já pode ir me procurando para fazer uma pré-reserva. 

20 setembro 2011

Lisboa 2011 - Parte VII

Voltando à Lisboa...
Muitos desenhos ainda para postar. Com todo o movimento do mês de agosto, foi difícil me organizar para postar tudo em sequência.
Vamos lá!
No dia seguinte ao término do simpósio eu passei o dia com o mestre Gerard Michel, seus filhos, seu sobrinho Fabien Denoel e Irenka, uma polonesa muito bacana que estava no meu albergue.
Pra iniciar o dia, tive uma aula de perspectiva com o Gerard, na Praça do Comércio. Entre muita mímica, palavras ditas em francês, inglês e português (Fabien mora no Brasil), fui tentando entender os conceitos profundos que Gerard tem de perspectiva. Jamais vou esquecer: "one vanishing point, two vanishing point, three, four, five and six! For every view we have six vanishing points!" Ele me explicou também como fez seus 'perspectives games'...uma piração.
Aula de Perspectiva
Gerard e seus incríveis sketchbooks
Seguimos para o bairro do Belém, num apertadíssimo trem, repleto de turistas naquele domingo de manhã.
Gerard generosamente fez um desenho no sketchbook de Irenka. Eu fiquei observando, filmando e tirando fotos. Desenhei-o desenhando também.


Fiquei admirado de ver o quanto seus filhos (dois deles arquitetos) desenhavam bem! Talento de sobra ali! Sobrou talento até para o sobrinho Fabien, um grande artista.
 Fiz um primeiro desenho da Torre de Belém, a grafite. Gosto do resultado, principalmente da composição.
Pausa para almoço. Gerard não para de desenhar! E queria mais - levantou e saiu repentinamente...precisava de mais. Não estava satisfeito com o que havia produzido até aquela hora do dia.
Encontramos com ele novamente mais tarde, e todos desenhamos mais uma vez a torre.
Eu fiz uma aquarela, que secava instanteneamente no papel, mesmo apesar de eu ter umedecido o mesmo.
Os sketchbooks de Gerard Michel, o meu, Antoine Michel e Fabien Denoel
O pessoal avaliando os desenhos. A senhora da foto é a Ivenka.

Resumindo um pouco, acabei voltando sozinho para o centro de Lisboa, e fiz mais um desenho, dessa vez a nanquim.

Que dia foi aquele?!!
Como dizem os amigos portugueses, foi 'brutal'!

14 setembro 2011

Aquarelas para Cia Marítima Beachwear

Em agosto fui contratado para fazer 15 aquarelas com o tema de praias. Foi um trabalho prazeroso de fazer, como pode-se imaginar!
Tudo começou depois que eu fui apresentar meu trabalho para o arquiteto Marcelo Rosenbaum. Na ocasião, ele comentou sobre as aquarelas que eu fiz em Punta Cana e Isla Saona, na República Domenicana.
Eu não sabia, mas ele estava fazendo o projeto da loja da Cia Marítima, e acabou me indicando para ilustrar as frentes de um gaveteiro da loja.
Fizemos uma lista de 15 praias, incluindo aquelas que eu já conhecia, pois assim eu poderia usar minhas próprias fotos e desenhos de referências, selecionados nos meus sketchbooks.
Esse é um daqueles trabalhos que todo o processo é agradável e enriquecedor, desde a execução das aquarelas, a instalação das imagens na loja (da qual optei por participar) e, é claro, o resultado.
Ontem foi a inauguração da loja no Shopping Higienópolis, e pude ver meu trabalho exposto entre os biquinis coloridos da marca. Ficou demais!
Assim que entreguei as três primeiras peças, surgiu um nova idéia: uma linha de cangas estampadas com as aquarelas! Elas serão produzidas pela Scarf.Me e serão vendidas exclusivamente pela Cia Marítima. Em breve.

Bem, sem mais palavras, vamos as imagens:
Saint Tropez - França

Algarve - Portugal

Bora-Bora

Capri - Itália

Caraívas - BA

Dubrovnik - Croácia


Ilhabela - SP

Ipanema - RJ

Isla Saona - Rep. Domenicana

Jericoacoara - CE

Jurerê - SC

Malibu - California

Santorini - Grécia

St. Barts
Sunset Beach - Hawaii

Qual é a sua preferida?

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On August, I was hired to do 15 watercolors on the theme of beaches. It was a pleasure to do this job, as you can imagine!
It all started after I present my work to the architect Marcelo Rosenbaum. At that time he commented on the paintings I did in Punta Cana and Isla Saona, Domenican Republic.
I did not know, but he was designing the store for Cia Maritima, and ended up asking me to illustrate the drawer fronts of the shop.
We made a list of 15 beaches, including those I had already visited so that I could use my own reference photos and drawings, selected in my sketchbooks.
This is one of those jobs that the whole process is enjoyable and rewarding, since the execution of the watercolors, the installation of the images in the store (which I chose to participate) and, of course, the result.
Yesterday was the opening of the store at the mall Higienópolis, and I could see my work exhibited between colorful bikinis. It was awesome!
After I delivered the first three pieces, a new idea emerged: a line of sarongs stamped with the watercolors! They will be produced by Scarf.Me and will be sold exclusively by Cia Maritima. Soon.


What is your favorite?

13 setembro 2011

2º Vernissage Sketch!Jazz

Hoje começa a segunda exposição dos trabalhos do grupo Sketch!Jazz, do qual faço parte, juntamente com outros 9 artistas.
Para saber mais sobre o grupo, clique aqui e aqui.
Para saber todas as informações sobre a vernissage e a exposíção, confira o site do grupo.
Aproveito para colocar aqui o estudo final que eu fiz para a aquarela "All of Jazz".

 Abraços!

05 setembro 2011

26 agosto 2011

Lisboa 2011 - Parte VI

Mais sobre Lisboa...
Dois desenhos: o primeiro fiz no dia 23/07, antes de chegar ao simpósio e participar do workshop contraste (ver último post). Eu escrevi no sketchbook: "me chamou a atenção essa sombra obliqua e longa". A placa desenhada, diz: "Largo Raphael Bordallo Pinheiro". Esse largo é bem próximo ao Largo do Carmo.

O segundo desenho é do Sketchcrawl, realizado na Praça do Comércio.
E que Sketchcrawl! Mais de 200 pessoas reunidas após 3 dias de simpósio. Esse desenho me tomou quase 2 horas - ainda bem que eu tinha levado minha banqueta e estava bem acomodado. A toda hora passavam colegas e curiosos. Amigos sketchers que conversaram comigo e me desenharam, e cidadãos e turistas curiosos. Em um momento passou um senhor espanhol, se apresentou e mostrou seu caderno. Ele não estava participando do simpósio, nem sabia da existência do Urban Sketchers. Ele apenas estava viajando com a família quando se deparou conosco...Disse-me que sempre carrega um sketchbook em suas viagens. Imagine quantos não fazem isso anonimamente? E imagine a alegria do cara de ver toda aquela galera desenhando??
No canto, entre outras coisas está escrito: "17:30: Frank Ching acabou de passar e fez alguns comentários!"
Bem, eu comecei o desenho pela esquina da praça (próxima ao miolo do caderno). Passei alguns minutos planejando o campo do papel. Para não ficar entediado pela repetição das muitas janelas, eu alternei desenhando as pessoas - em alguns casos elas aparecem duas vezes, em posíções diferentes - veja a moça de chapéu. Foi uma tarde deliciosa!
A noitinha, seguimos novamente para a faculdade, para participar do coquetel de despedida. Conversei com muitas pessoas, me despedi de algumas e fiz planos para o dia seguinte...vocês não podem imaginar com quem.


Agora, para quebrar um pouco a monocromia desse post, seguem algumas fotos:
 
A galera reunida!

Os brazucas

O mentor-presidente-organizador-multi-task-super-man Gabi Campanario

A lenda viva, Gerard Michel

O que dizer? Meu sketch lado a lado com o de Gerard Michel!!


24 agosto 2011

Urban Sketchers Brasil!

Agora temos uma versão nacional do famoso blog criado pelo grande Gabi Campanario.
A idéia é juntarmos desenhistas do Brasil todo para compartilharmos a visão particular que cada um tem de suas cidades. É como grande entusiasmo que estou, juntamente com João Pinheiro e Juliana Russo, tocando este projeto.
Cliquem aqui para conhecer o blog, e não deixem de ler o post inaugural, escrito apaixonadamente pelo João, e com desenhos de nós três.
Os correspondentes estão sendo escolhidos e convidados aos poucos, mas se você quiser participar imediatamente basta acessar nossa página no flickr.


























O desenho acima, da catedral ortodoxa de São Paulo, eu fiz no encontro inaugural do Urban Sketchers Brasil.

Vamos marcar um encontro em SP?? Quem topa?


22 agosto 2011

Lisboa 2011 - Parte V

Meu Deus...Já faz mais de um mês que eu retornei de Lisboa! O tempo está passando rápido demais, na correria de algumas entregas, e agora percebo que preciso terminar de postar os desenhos da viagem....well, preciso terminar de escanear!!
Bom, sem mais, vamos ao que interessa: os desenhos.
Dessa vez são do último workshop que eu fiz, com os grandes Asnee Tasna, de quem sou fã, e de João Catarino, outra figura fantástica.






















Foi interessante seguir a proposta desse workshop: Contrastes!
Eu tenho uma tendência a fazer tudo meio apagadinho, leve. Portanto, seguir a proposta foi um desafio em tanto. A idéia básica era trabalhar com peso nas sombras e luz 'estourada', e Lisboa é perfeita para isso. No desenho de baixo, por exemplo, a rua está da cor do papel, e a sombra do carro warm grey 90%.
Em ambos eu trabalhei com marcadores sobre o papel do Moleskine, próprio para aquarela. Gostei das texturas que foram geradas pela rugosidade do papel.
De lá, seguiríamos para o fechamento do Simpósio e para o Sketchcrawl!

Abraços

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One more time, dear visitors. I can't make the translation right now...sorry.



13 agosto 2011

Lisboa 2011 - Parte IV

Sexta-feira, dia 22/07.
Acordei cedo e fui tomar café da manhã no bar do Sr. Raul...tinha mais um grande dia pela frente, e estava ansioso pelos workshops que eu faria.
O workshop da manhã foi o "Sketchmix", ministrado pelo João Moreno e Pedro Fernandes. Quando eu estava me inscrevendo nos workshops há alguns meses antes, a proposta deles me chamou a atenção. A idéia foi fazer uma espécie de colcha de retalhos, um patch-work de desenho urbano. Descemos a rua da Nova Almada, desenhando elementos que nos chamassem a atenção: luminárias, portões, fechaduras, etc...A idéia seria dispo-los na folha do sketchbook de forma (quase) aleatória. No final deveríamos criar um fundo para unificar todos aqueles elementos. Bem, na verdade esse era um dos exercícios, mas que me tomou todas as três horas do workshop. Confesso que passei cerca de 15 minutos tentando decidir qual seria esse fundo...ouvi que alguém tinha feito um piso de mosaico português. Pensei: "Ah, puts, que idéia fantástica! Mas não quero fazer igual! Quero inventar alguma coisa minha!" Enfim, sem mais muito tempo, decidi fazer uma silhueta de uma torre de igreja distante, um céu e um canto de um prédio. O resultado não importou muito, mas o processo em si foi extremamente estimulante. Estou com vontade de repetir o exercício por aqui...











Além de tudo, tive a oportunidade de conhecer uma simpática e talentosa colega húngara (parte da minha família veio da Hungria). O João Moreno, um dos instrutores do workshop acabou por se tornar um amigo. Cara empolgado, entusiasmado e criativo, com um sketchbook de cair o queixo.

A tarde eu participei do workshop "Cityscapes", com Marc Taro Holmes.
Posso dizer que foi uma experiência marcante vê-lo pintar uma aquarela, principalmente pela sua segurança e ousadia. São duas palavras que parecem antagônicas, mas é isso mesmo. Dá pra ver que o cara domina o assunto, sabe tudo de cores, de tons, da técnica. Mas é estimulante ver que, mesmo com toda a sua bagagem, ele não deixa de correr riscos.
Além disso, aprendi duas lições importantes, que parecem simples mas são transformadoras:
1. Desenhar pensando na pintura, ou seja, incluir no desenho as massas de cores, as áreas de sombra. Não descrever o objeto, e sim, interpretá-lo pensando em como vai resolver tudo aquilo na hora de pintar.
2. Pintar 'de longe', ou seja, afastado do suporte. Nada de colar o rosto no papel e se perder em detalhes.
Dito isso, confesso que passei um certo apuro lá...eu tentei fazer meu trabalho "a la Marc"...e rodei, óbvio.
Joguei fora a primeira tentativa! Mas tentei novamente e segui em frente. Ele me ajudou bastante e pareceu se importar em em ajudar. O resultado não me deixou feliz, mas ok. É assim mesmo...
Para meu favor (?) o papel que eu usei era HP, ou seja, liso como uma folha de sulfite. Difícil trabalhar com ele...preciso tentar novamente. Mas valeu mesmo assim...acho que aprendi tanto, ou mais, que em qualquer outro workshop.


 E havia mais! o dia seguinte ainda prometia. Não me lembrou onde eu jantei, nem com quem...acho que foi sozinho...no Largo do Carmo. O restaurante servia comida indiana ou italiana (?), e o garçom não era brasileiro, era mexicano (?).
...
Sorry guys...I'll translate this post as soon as possible.

06 agosto 2011

Lisboa 2011 - Parte III

Continuando...
Ainda no primeiro dia do simpósio, participei do workshop "Environments", com o grande Norberto Dorantes e o igualmente grande Mario Linhares.
Norberto tem um traço fabuloso, cheio de expressividade. Mas um tipo de expressão sólida, baseada em uma construção consciente. Ele sabe o que está fazendo. Acredito que a expressividade que ele tem hoje é reflexo de muita lenha queimada, e muita convicção própria. Vale a pena conhecer o trabalho dele.
A proposta foi interessante e o lugar encantador: as Escadinhas do Duque. Primeiro fizemos sketches rápidos de no máximo 2 minutos, para 'esquentar'. Depois ficamos cerca de 1 hora tentando captar a profundidade da cena: os prédios em primeiro plano, em meio às sombras, e cidade, radiante ao fundo.
O último exercício tinha uma proposta desafiadora: entrar em uma loja e desenhar o ambiente. Eu até que tentei, mas não era boa hora para os restaurantes do local e algumas livrarias não eram muito convidativas...acabamos tomando uma cerveja em um bar meio sem graça, mas de quebra ficamos trocando sketchbooks, o que é sempre bacana.
A noite tivemos um jantar para os correspondentes do Urban Sketchers... E mais sketchbooks pra cá, sktchbooks pra lá. Conheci gente simpática como o Omar Jaramillo, Matthew Brehm e Fabien Denoel. Pude finalmente ver os originais do Luis Ruiz, um grande mestre do traço, um cara cujo trabalho faz tempo tem me  encantado.
Bom aqui vão os desenhos desse workshop:


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Continuing ...

Also on the first day of the symposium, I attended the workshop "Environments", with the great Norberto Dorantes, and also the equally great Mario Linhares.

Norberto has a fabulous work, full of expression. But it is a solid kind of expression based on a conscious construction. He knows what he's doing. I believe the expression he has today is a reflection of a lot hard work, and conviction of their own. It is worth knowing his work.

The workshop's proposal was interesting and the place was lovely: the Escadinhas do Duque. At first we made quick sketches of no more than 2 minutes to 'warm up'. After that, we tried to capture the depth of the scene: the shaded buildings in the foreground, and the radiant city in the background.

The last exercise was a challenging proposition: we should walk into a store and draw the environment. I did try it, but it wasn’t a good time for restaurants and some local bookstores were not very inviting ... we eventually had a beer in a random bar, but we were exchanging sketchbooks, which is always cool.

At night we had a dinner for the Urban Sketchers correspondents ... And more sketchbooks over here, over there. I met more nice and talented people like Omar Jaramillo, Matthew Brehm and Fabien Denoel. I could finally see the originals from Luis Ruiz, a master of drawing, a guy whose work has been inspiring me.

02 agosto 2011

Lisboa 2011 - Parte III

O dia do simpósio havia chegado...fui até o páteo da Faculdade de Belas Artes pegar meu kit de inscrição (com três sketchbooks de brinde!) e já encontrei algumas figuras conhecidas somente pela internet...àquela altura eu ainda estava meio tímido, talvez nervoso por ter que usar meu inglês meio arrastado. Me apresentei ao Gabi Campanario, um sujeito pra lá de simpático e um super herói para todos. Ele é o cara que criou e uniou toda essa galera e que mantem a lenha queimando nessa fogueira artística que é o Urban Sketchers. Fiquei feliz de conhece-lo. Ali também já me apresentei ao Gerard Michel e folheei alguns de seus sketchbooks. UAU! Seria a palavra mais simplória e ao mesmo tempo a melhor para descrever aquilo! Seus cadernos são forrados de desenhos, todos muito lindos. É de babar. Havia começado aquele sketchbook que estava em minhas mãos 20 dias antes, e já estava quase finalizado. Mal sabia que eu ia passar um dia desenhando com ele depois (que tietagem a minha não?!!).
Então começou o primeiro workshop, com Francis D. K. Ching (ou Frank Ching para os íntimos) e Pedro Cabral. Nos dirigimos ao Largo do Chiado e ficamos a vontade para desenhar.

Após eu ter feito dois desenhos, vi que os instrutores estavam sozinhos e fui lá mostrar para eles...Falando em um tom muito tranquilo, muito educadamente, Frank Ching fez alguns comentários...ele enfatizou que devemos 'nos colocar' no desenho, ou seja, sugerir um primeiro plano no qual estamos inseridos, como observadores daquela cena. Sugeriu adicionar alguma textura no piso, um hatching aqui e ali para 'soltar' os planos. Um contraste maior em alguns pontos. Enfim, toques sutis de um mestre da arte de desenhar.

Terminado o workshop fomos todos comer juntos ali perto. Acompanhei Frank (agora já sou muito íntimo!) desenhando por alguns instantes. Ele disse que gosta de fazer desenhos pequenos e rápidos, no máximo 30 minutos. Sua caneta desliza no papel com muita facilidade, como é de se imaginar. Conheci também a Melanie Reim e Pete Scully, além de outras pessoas muito simpáticas e talentosas.
A tarde ainda teria mais...

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The day of the symposium finally arrived... I went to the courtyard of the Faculty of Fine Arts to get my registration kit. At that point I was still kind of shy, perhaps nervous about using my English. Nevertheless, I presented myself to Gabi Campanario who is very friendly and a super hero to all. I was happy to meet him in person. I also introduced myself to Gerard Michel and leafed through some of his sketchbooks. His sketchbooks are filled with drawings, all incredibly beautiful. The sketchbook I had in my hands was started 20 days before, and it was almost finished.
So, it began the first workshop, with Francis D. K. Ching and Pedro Cabral. We went to Largo do Chiado and we were free to draw anything we wanted.
After making ​​two drawings, I saw the instructors alone and went there to show my sketchbook. Speaking quietly, in a politely way, Frank Ching made ​​some comments ... he stressed that we should 'put ourselves’ into the drawing, by suggesting the place where we are, as observers of the scene. He also suggested adding some texture on the floor, a hatch to separate plans, increasing contrast in some areas, etc.
After the workshop we all had lunch together. I watched Frank Ching sketching. He said he likes to make small, quick sketches, within 30 minutes. His pen slides very easily on the paper, as you might wonder. I also met Melanie Reim and Pete Scully, and other very nice and talented  people.

31 julho 2011

Lisboa 2011 - Parte II

Ainda no meu primeiro dia em Lisboa, segui com João Pinheiro ao Mirante de São Pedro de Alcântara, no Chiado. Aos nossos pés, um ladrilho urbano de telhados castanhos, que se distanciam nas colinas do outro lado da Baixa Pombalina. Ficamos sentados em um banco, tomando um sol agradável e conversando o tempo todo. A cerveja do copo deu lugar à água colorida da aquarela. Ali perto estavam Fabien Denoel e os filhos de Gerard Michel, mas eu nem desconfiava quem eram. Mais tarde Fabien disse-me que eu e o João pareciamos duas velhinhas tricotando sentadas no banco da praça.
Bom, este é o desenho que fiz lá:

Comecei por delinear o castelo, marcado à direita dele alguns pontos para incluir as torres da Catedral da Sé e o Tejo. Do outro lado, deixei papel suficiente para incluir algumas torres de igrejas e o que mais fosse possível. Passei um bom tempo hesitando se devia ou não usar a aquarela. Felizmente pintei, e fiquei feliz com o que fiz. Lisboa prometia.
De lá seguimos andando aleatoriamente e fomos dar em uma sequência de ladeiras e escadarias próximas a Rua da Bica. Nessa altura o vento estava muito forte e, por incrível que pareça, frio! A ponto de nos interromper no desenho seguinte.

Comecei o desenho direto com marcadores, o que foi uma boa escolha. Elaborei o elevador da Bica (em amarelo) um pouco mais posteriormente (dica de Frank Ching !). Nessa página há dois pequenos desenhos feitos em outros dias.
Mais uma cerveja, mais frio e terminamos jantando em um restaurante movimentadíssimo, sentados no balcão, já extasiados pelo que havíamos visto e ansiosos pelo dia seguinte.
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Still in my first day in Lisbon, I strolled with João Pinheiro until the Mirante de São Pedro de Alcântara, an amazing belvedere, at Chiado.
At our feet, a huge pattern of red roofs vanishing at the hills in the other side of Baixa Pombalina.
We stayed sitting in a bench, under the sun and chatting all the time. The beer in the glass gave room to the colored water. Nearby were Fabien Denoel and Gerard Michel’s sons, but I had no idea who they were. Later, Fabien told me that I and Joao looked like old ladies knitting.

I first planned what I wanted to include in my drawing. The main spots were on the right. So, I delineated the castle making sure I could include the Cathedral and the Tagus River later. To the left, I left enough space to include some churches and what else it could be fit in the paper.
I kept wondering if I should paint it or not. Fortunately I did. And I was happy with the result.

We continued strolling and got to some picturesque steep alleys, close to Rua da Bica.
I started this drawing with markers, which was a good choice. Then, we had to leave soon because was windy and cold, quite weird for summer in Lisbon! When I showed this drawing to Frank Ching, he told me that I should add a little more detail in the tram, which I did, of course.
Another beer and we had dinner at a busy and loud restaurant nearby.
The symposium would start next day.